Eleições SP 2026
Haddad critica escolas cívico-militares e promete não ampliar modelo em SP
Candidato ao governo paulista afirmou em sabatina que modelo não apresentou resultados em nenhum lugar do mundo e que pretende universalizar institutos federais e Etecs
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) declarou que não ampliará as escolas cívico-militares no estado caso seja eleito. Durante sabatina na quinta-feira (24/9), o petista criticou o modelo implementado pela gestão do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Segundo Haddad, o sistema de escolas cívico-militares não apresentou sucesso em experiências internacionais ou nacionais. O candidato afirmou que nenhum dos estados brasileiros líderes em qualidade de educação adota esse formato e que, entre as 100 melhores escolas do país, nenhuma segue esse modelo.
O ex-ministro da Fazenda disse que não mudará de forma autoritária as unidades que já funcionam com o sistema, mas que reconsultará a comunidade escolar sobre a experiência vivida. A decisão, porém, é de não expandir o programa.
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Como alternativa, Haddad defendeu a universalização de modelos que considera bem-sucedidos, como os Institutos Federais e as escolas técnicas estaduais (Etecs) da Fundação Paula Souza. O objetivo declarado é democratizar o acesso à educação de qualidade.
O candidato também criticou o que chamou de “plataformização” da educação na rede estadual paulista. Segundo ele, a obrigatoriedade de professores preencherem planilhas em computadores por três horas diárias tem gerado revolta entre os profissionais e casos de esgotamento. Haddad relacionou essa política à queda de São Paulo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Na sabatina, o petista defendeu que reformas educacionais sejam feitas em colaboração com os profissionais da área, ouvindo suas demandas, e afirmou não querer segregação entre escolas de diferentes qualidades dentro do sistema público.
Candidato ao Palácio dos Bandeirantes pela segunda vez, Haddad tenta reverter a vantagem de Tarcísio de Freitas na corrida eleitoral. Pesquisa divulgada na quarta-feira (23/9) mostrou o atual governador com 44% das intenções de voto no primeiro turno, contra 27% do petista.
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