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29 de setembro de 2026

Crime Organizado

EUA sancionam 46 alvos ligados ao Cartel de Sinaloa, incluindo políticos mexicanos

Departamento do Tesouro norte-americano mirou líder da facção Los Mayos, empresas e autoridades acusadas de proteger operações do cartel na Baixa Califórnia

Por Ana Beatriz Ramos
EUA sancionam 46 alvos ligados ao Cartel de Sinaloa, incluindo políticos mexicanos
EUA sancionam 46 alvos ligados ao Cartel de Sinaloa, incluindo políticos mexicanos

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (29/4) sanções contra 46 pessoas e empresas vinculadas à facção Los Mayos, braço do Cartel de Sinaloa que atua no México. A medida foi aplicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) e atinge 21 pessoas físicas e 25 empresas.

Entre os principais alvos está Ismael Zambada Sicairos, conhecido como “El Mayito Flaco”, identificado pelas autoridades americanas como líder da organização criminosa. A facção Los Mayos tem ligação histórica com Ismael “El Mayo” Zambada, um dos fundadores do Cartel de Sinaloa.

De acordo com o Tesouro dos EUA, a facção participa do tráfico de drogas sintéticas — entre elas o fentanil —, além de metanfetamina e cocaína. O grupo também estaria envolvido em atividades de lavagem de dinheiro.

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Políticos mexicanos na lista

A ação das autoridades norte-americanas incluiu políticos mexicanos acusados de fornecer proteção às atividades do cartel na região da Baixa Califórnia. Foram sancionados Carlos Alberto Torres Torres, Luis Alfonso Torres Torres e Pedro Ariel Mendívil García, este último apontado como ex-diretor de Segurança Pública de Mexicali.

Segundo o governo dos EUA, os três teriam conspirado para garantir proteção às operações de Los Mayos em cidades como Mexicali e Tijuana, na fronteira com os Estados Unidos.

Também foi sancionado Juan José Ponce Félix, conhecido como “El Ruso”, descrito como chefe da praça de Mexicali e integrante da estrutura da facção.

Rede de apoio financeiro e político

Em comunicado, o Departamento do Tesouro afirmou que a lista de sancionados reúne chefes de células criminosas, facilitadores financeiros e funcionários públicos mexicanos que, de acordo com as autoridades americanas, permitem que o Cartel de Sinaloa opere na região de fronteira.

O governo dos EUA declarou que a medida busca atingir não apenas a estrutura operacional do cartel, mas também os mecanismos financeiros e políticos que sustentariam suas atividades. As autoridades também mencionaram associados do ex-marido da governadora da Baixa Califórnia entre os envolvidos na rede.

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