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1 de outubro de 2026

Itália

Ex-esgrimista deixa chefia da seleção italiana após embate com ministro

Diana Bianchedi renunciou ao cargo de chefe de delegação do time de futebol da Itália menos de dois meses após a nomeação, depois de críticas públicas do ministro do Esporte

Por Daniel Caixeta
Ex-esgrimista deixa chefia da seleção italiana após embate com ministro
Ex-esgrimista deixa chefia da seleção italiana após embate com ministro

A ex-esgrimista Diana Bianchedi deixou o cargo de chefe de delegação da seleção italiana de futebol nesta quarta-feira (30), após críticas públicas do ministro do Esporte, Andrea Abodi. Nomeada em agosto, ela permaneceu cerca de sete semanas na função.

A renúncia ocorreu em meio à polêmica envolvendo uma proposta de comissariamento da Federação Italiana de Halterofilismo (Fipe). Durante uma reunião da Giunta do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Bianchedi e Marco Di Paola haviam manifestado dúvidas sobre a medida, mas posteriormente votaram a favor do comissariamento.

Após as declarações de Abodi e a repercussão do episódio na imprensa, Bianchedi anunciou sua saída. Em sua mensagem de despedida, afirmou que sempre atuou “com integridade e seriedade, respeitando as normas e as pessoas pelo bem do esporte” e disse que os valores de seu trabalho estavam sendo questionados de forma injusta.

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A dirigente explicou que decidiu deixar a função para “proteger a seleção italiana de controvérsias desnecessárias”. Ela também agradeceu aos jogadores, ao treinador e aos demais integrantes da comissão técnica pelo acolhimento durante o período em que esteve à frente da delegação.

Bianchedi, que também é vice-presidente vicária do Coni, havia sido nomeada chefe da delegação pelo presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Giovanni Malagò, em 9 de agosto. Sua estreia oficial com a seleção ocorreu apenas em 23 de setembro, durante a partida contra a Estônia pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026.

A escolha já havia provocado discussões, principalmente porque Bianchedi não tinha trajetória profissional no futebol. O cargo havia sido ocupado anteriormente por nomes como Gianluca Vialli e Luigi Riva, dois dos principais ídolos da história do futebol italiano, ambos já falecidos.

Outro ponto de debate era a possível incompatibilidade entre a função na seleção e o posto de vice-presidente do Coni. O órgão havia iniciado uma análise sobre o tema, com participação da Autoridade Nacional Anticorrupção (ANAC).

Com a renúncia, Bianchedi deixa a estrutura da seleção italiana e poderá concentrar sua atuação no Coni, enquanto a FIGC deverá definir um novo chefe de delegação para acompanhar a equipe nacional.

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