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3 de outubro de 2026

Eleições 2026

Coligação de Moro aciona Justiça contra Oswaldo Eustáquio por post sobre Dallagnol

Candidato ao governo do Paraná pediu retirada de publicação no Instagram; jornalista bolsonarista afirmou que advogado 'entregou a cabeça' de Moro e previu indeferimento do registro de Dallagnol

Por Ana Beatriz Ramos Atualizado às 21:06
Coligação de Moro aciona Justiça contra Oswaldo Eustáquio por post sobre Dallagnol
Coligação de Moro aciona Justiça contra Oswaldo Eustáquio por post sobre Dallagnol

A coligação que apoia a candidatura de Sergio Moro (PL) ao governo do Paraná acionou a Justiça Eleitoral contra o jornalista Oswaldo Eustáquio por uma publicação relacionada às candidaturas de Moro e Deltan Dallagnol.

O conteúdo, publicado no Instagram, afirma que o advogado responsável pela defesa dos dois candidatos teria “entregado a cabeça” de Moro aos adversários. Na mesma postagem, Eustáquio declarou que o ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deve rejeitar o registro da candidatura de Dallagnol e que os votos destinados a ele seriam anulados.

A representação foi apresentada pela coligação formada por PL, Novo e Podemos. Segundo a aliança, a publicação ultrapassaria os limites da liberdade de expressão ao apresentar como definido um resultado que ainda depende de julgamento, podendo induzir os eleitores a erro.

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A Justiça Eleitoral determinou, em caráter cautelar, a retirada do conteúdo, e Eustáquio apagou a publicação. Além disso, a coligação pediu ao Ministério Público Eleitoral (MPE) que apure a possível ocorrência de crime eleitoral relacionado à divulgação de informações consideradas inverídicas.

O MPE se posicionou a favor da remoção da postagem e da aplicação de multa ao jornalista. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o órgão não apresentou manifestação sobre o possível crime eleitoral apontado pela coligação.

Reação de Eustáquio

Após a decisão, Eustáquio criticou a iniciativa judicial e classificou a medida como “pior que censura prévia”. Em nota, afirmou estar “há seis anos exilado” e disse considerar que a ação teria como objetivo prejudicar a campanha de Flávio Bolsonaro.

O episódio ocorre na reta final da campanha eleitoral no Paraná e envolve uma disputa judicial sobre o conteúdo de uma publicação que trata como certo um resultado ainda submetido à análise da Justiça Eleitoral. A decisão cautelar, por enquanto, mantém o conteúdo fora do ar.

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