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5 de outubro de 2026

STF

Defesa de Bolsonaro pede a Moraes autorização para visita de Flávio

Advogados solicitam ao ministro do STF que libere encontro antes do fim da suspensão de 90 dias imposta ao senador, que termina em 11 de outubro

Por Antônio Miranda
Defesa de Bolsonaro pede a Moraes autorização para visita de Flávio

Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) apresentaram nesta segunda-feira (5) um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para que o senador Flávio Bolsonaro (PL) visite o ex-presidente antes do término da suspensão de visitas imposta ao parlamentar.

A restrição ao senador foi determinada por Moraes em 13 de julho deste ano e tem duração de 90 dias, com término previsto para 11 de outubro. A decisão foi tomada após o ministro concluir que Flávio havia sido utilizado como intermediário para divulgar uma carta de conteúdo político-eleitoral escrita por Bolsonaro, em desrespeito às medidas cautelares que proíbem o ex-presidente de usar redes sociais, diretamente ou por meio de terceiros.

Na petição, a defesa apresentou duas solicitações. Como pedido principal, requer o restabelecimento completo do regime ordinário de visitas a Bolsonaro. Os advogados argumentam que já transcorreu tempo significativo desde a imposição das restrições e que não ocorreram novos episódios que justifiquem a manutenção do regime excepcional.

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Como alternativa, a defesa pede que Moraes autorize, em caráter excepcional, uma única visita de Flávio antes de 11 de outubro. Segundo os advogados, o encontro teria natureza “exclusivamente familiar” e seria realizado em data e horário previamente combinados com o local onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. A defesa também ressalta que faltam poucos dias para o fim da proibição.

O pedido foi apresentado um dia depois de Flávio avançar ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. O senador enfrentará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa.

Na decisão de julho, Moraes destacou que uma das medidas cautelares impostas a Bolsonaro era a vedação de “utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”. O ministro afirmou que a conduta de Flávio configurou “ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita”.

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