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6 de outubro de 2026

Eleições 2026

Flávio amplia articulações para segundo turno enquanto Lula reorganiza campanha

Candidato do PL lidera negociações com Zema e Caiado; presidente petista fala em "promiscuidade" no Supremo e tenta reorganizar campanha para disputa de 25 de outubro

Por Anna Luiza Bastos Atualizado às 08:09
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A disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra em uma nova fase após o resultado do primeiro turno. Com a votação marcada para 25 de outubro, as duas campanhas iniciaram movimentos para conquistar eleitores dos candidatos derrotados e ampliar a mobilização política.

Flávio terminou a primeira etapa da eleição na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença foi de cerca de 2,2 milhões de votos, cenário que levou o PL a intensificar as negociações com outras forças políticas.

Apoios de Zema e Caiado fortalecem campanha de Flávio

O candidato do Novo, Romeu Zema, declarou na segunda-feira (5) apoio a Flávio no segundo turno. Ronaldo Caiado (PSD), que terminou a primeira etapa em quinto lugar, também anunciou apoio e deve formalizar a posição durante encontro com Flávio em Goiás.

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Além dos dois ex-presidenciáveis, a campanha busca ampliar a participação de políticos de direita que obtiveram bons resultados nas eleições estaduais e legislativas. Entre os nomes próximos ao grupo estão Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em São Paulo, Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná, e Cleitinho (Republicanos), eleito em Minas Gerais.

Nos bastidores, o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL), retomou as conversas com partidos de centro-direita. Ele procurou Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, para discutir o apoio da federação formada por União Brasil e PP. Republicanos e Podemos também estão entre as legendas procuradas.

A campanha ainda pretende explorar o desempenho de Flávio em diferentes regiões do país e manter temas econômicos, como o custo de vida, entre as prioridades da comunicação no segundo turno.

Lula tenta reagir ao resultado

No campo petista, Lula iniciou a reorganização da campanha após terminar o primeiro turno atrás de Flávio. O presidente reuniu aliados e indicou que pretende tratar a segunda etapa como uma nova eleição.

Uma das dificuldades será ampliar sua votação fora do eleitorado tradicional do PT, enquanto os demais candidatos derrotados apresentaram, em sua maioria, posições alinhadas à direita. A campanha também deve concentrar esforços na mobilização de eleitores e no combate à abstenção.

Na segunda-feira (5), Lula fez uma de suas críticas mais contundentes ao Supremo Tribunal Federal desde o início da crise envolvendo o Banco Master e o ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro.

Durante reunião com aliados, o presidente afirmou que sua campanha estaria “carregando nas costas” o que classificou como uma situação de “promiscuidade” na Suprema Corte. Lula também defendeu uma nova discussão sobre a reforma do Judiciário, incluindo critérios para escolha dos ministros do STF e a possibilidade de estabelecer mandatos para os integrantes do tribunal.

A manifestação ocorre em um momento no qual o petista tenta reposicionar sua campanha para a segunda etapa e apresentar Flávio como representante do sistema político, enquanto reivindica para si a imagem de candidato antissistema.

Abstenção será outro desafio

O primeiro turno registrou 33,4 milhões de eleitores ausentes. A abstenção chegou a 21,08%, o maior percentual desde 1998 e ligeiramente acima dos 20,79% registrados em 2022.

O elevado número de ausentes pode ter peso na disputa entre Flávio e Lula. O Tribunal Superior Eleitoral já indicou que pretende intensificar ações para estimular o comparecimento no segundo turno.

Com os dois candidatos separados por pouco mais de dois milhões de votos, a disputa agora se concentra na capacidade de cada campanha de conquistar os eleitores que ficaram fora da polarização inicial e, principalmente, de transformar apoio político em presença efetiva nas urnas em 25 de outubro.

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