Futebol Internacional
Scaloni elogia legado de Messi após despedida da Argentina e admite: “Não há jogador igual”
Treinador destacou que será impossível substituir diretamente o camisa 10 e afirmou que equipe terá que se unir para compensar ausência do craque após vitória por 3 a 0 sobre Benin
Lionel Scaloni se emocionou ao falar sobre a despedida de Lionel Messi da seleção argentina após a vitória por 3 a 0 sobre Benin, nesta terça-feira (6), no Monumental de Núñez. Para o treinador, a equipe não terá um substituto capaz de ocupar individualmente o espaço deixado pelo camisa 10 e precisará compensar a ausência com força coletiva.
“A única maneira de compensar isso é com uma grande equipe, onde todos deem sua contribuição”, afirmou Scaloni. O técnico reconheceu que a Argentina ainda conta com jogadores de alto nível, mas destacou a capacidade de Messi de decidir partidas em momentos de dificuldade.
A despedida teve participação decisiva do próprio craque. Messi deu as assistências para os gols de Nicolás Otamendi e Nico Paz e marcou o terceiro, em cobrança de pênalti. Aos 39 anos, encerrou a carreira pela seleção com 208 partidas, 126 gols e 70 assistências.
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Scaloni também revelou o significado pessoal de ter comandado Messi. O treinador afirmou que nunca imaginou que teria a oportunidade de trabalhar com aquele que considera o melhor jogador da história.
“Foi um sonho ter treinado ele. Em nenhum momento da minha vida pensei que seria seu treinador, o melhor jogador da história”, declarou.
O técnico ainda explicou a emoção durante a cerimônia. Segundo Scaloni, a despedida fez com que lembrasse de toda a trajetória construída ao lado do atacante e da importância que Messi teve para a seleção argentina.
A noite no Monumental também foi marcada por uma referência à disputa pelas Ilhas Malvinas. Durante a execução do hino argentino, o ex-combatente Fabio Santana participou da cerimônia acompanhado da bandeira com a inscrição “As Malvinas são argentinas”. O mesmo símbolo havia sido exibido por jogadores argentinos depois da vitória sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo de 2026.
A manifestação ocorreu em um momento de novas tensões entre Argentina e Reino Unido. O governo de Javier Milei vem intensificando a reivindicação pela soberania das ilhas e adotou medidas contra empresas envolvidas na exploração de petróleo na região, incluindo ações para tentar barrar o projeto Sea Lion.
A despedida de Messi encerra uma das fases mais vitoriosas da história recente da seleção argentina. Sob o comando de Scaloni, a equipe conquistou a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo do mesmo ano e novamente a Copa América em 2024.
Mais do que a saída de um jogador, o triunfo sobre Benin marcou o fim de uma era para a Argentina. Agora, Scaloni terá de conduzir uma seleção que seguirá competitiva, mas sem o principal responsável por decidir partidas durante mais de duas décadas.
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