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20 de setembro de 2026

Eleições na Rússia

Partido de Putin lidera eleições legislativas com 57,5% dos votos na Rússia

Resultado preliminar da Comissão Eleitoral Central aponta vantagem do Rússia Unida após apuração de 14% das urnas; participação eleitoral superou 56%

Por Ana Beatriz Ramos
Partido de Putin lidera eleições legislativas com 57,5% dos votos na Rússia

O partido Rússia Unida, liderado pelo presidente Vladimir Putin, alcançou 57,5% dos votos nas eleições legislativas que renovam as 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, segundo dados preliminares da Comissão Eleitoral Central divulgados neste domingo (20).

O percentual foi registrado após a contabilização de aproximadamente 14% das urnas. A votação foi encerrada às 21h no horário local de Moscou, o que corresponde às 15h no fuso horário de Brasília.

A participação eleitoral ultrapassou 56%, segundo informações oficiais da Comissão Eleitoral Central, superando os índices registrados nas últimas duas eleições parlamentares, realizadas em 2021 e 2016.

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O Rússia Unida mantém maioria na Duma desde o início dos anos 2000 e domina o cenário político do país há mais de duas décadas. Putin governa a Rússia desde a véspera do Ano Novo de 1999 e votou eletronicamente na última sexta-feira (18), de acordo com imagens divulgadas pela televisão pública russa.

Disputa sem oposição à guerra

O partido governista enfrenta apenas legendas que apoiam as principais políticas do Kremlin e a guerra na Ucrânia: o Partido Comunista, o ultranacionalista LDPR, o Rússia Justa e o Partido Novo Povo. Todas essas siglas ficaram bem atrás do Rússia Unida nos resultados parciais.

O partido Yabloko, que defende o fim da guerra na Ucrânia, foi excluído da disputa eleitoral pouco antes da votação. Um de seus principais dirigentes, Lev Shlosberg, foi preso por criticar o conflito.

O pleito ocorre após mais de quatro anos de guerra na Ucrânia e em um ambiente político marcado por forte restrição à oposição. Críticos do Kremlin afirmam que o sistema político russo não permite dissidência significativa. O governo russo, por sua vez, defende que a unidade nacional e determinadas medidas de censura são necessárias durante o conflito, que Moscou classifica como “operação militar especial”.

Em discurso exibido pela televisão na quarta-feira, Putin convocou os cidadãos a votarem para demonstrar às tropas que “por trás de nossos combatentes há milhões de pessoas” e para dar uma “resposta conjunta àqueles que querem enfraquecer a Rússia”, tratando o pleito como um teste de apoio popular à guerra.

Autoridades russas informaram que mais de 1.600 drones ucranianos lançados contra o país foram abatidos no domingo. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, classificou o ocorrido como o maior ataque contra a capital russa, com cerca de 450 drones, e acusou a Ucrânia de tentar interromper as eleições.

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