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2 de outubro de 2026

Escala 6X1

Alcolumbre pauta discussão sobre fim da escala 6×1 para depois do primeiro turno

PEC que reduz a jornada máxima para 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso começará a ser discutida no plenário do Senado na próxima terça-feira (6)

Por Ana Beatriz Ramos
Alcolumbre pauta discussão sobre fim da escala 6x1 para depois do primeiro turno
Alcolumbre pauta discussão sobre fim da escala 6x1 para depois do primeiro turno

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incluiu na pauta da próxima semana a Proposta de Emenda à Constituição que trata do fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil.

A discussão da PEC 221/2019 no plenário está prevista para começar na terça-feira (6), dois dias depois do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4).

A inclusão na pauta não significa que a proposta será necessariamente votada ou aprovada nessa data. O texto ainda precisa cumprir etapas regimentais no Senado antes de uma eventual votação.

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Proposta reduz jornada para 40 horas semanais

O texto estabelece a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, além de assegurar dois dias de descanso remunerado por semana.

A implementação ocorreria de maneira gradual.

Pelo texto aprovado na Câmara, dois meses após uma eventual promulgação da emenda, a jornada máxima passaria de 44 para 42 horas semanais. Posteriormente, após o período de transição previsto, o limite seria reduzido para 40 horas.

A proposta também estabelece preferência para que pelo menos um dos dias de descanso seja aos domingos.

Na prática, a mudança cria condições para substituir a jornada conhecida como 6×1, na qual o trabalhador atua durante seis dias e descansa um.

PEC já passou pela Câmara e pela CCJ do Senado

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e encaminhada ao Senado.

Em setembro, o texto avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), abrindo caminho para a análise pelo plenário.

Como se trata de uma alteração na Constituição, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos pelos senadores.

Em cada votação, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 integrantes do Senado, o equivalente a três quintos da Casa.

Antes da votação em primeiro turno, a proposta ainda deverá passar pelas etapas de discussão previstas no regimento, a menos que os senadores aprovem um procedimento para acelerar sua tramitação.

Discussão ficou para depois das eleições

A tramitação da proposta vinha sendo discutida entre integrantes do governo, parlamentares e a presidência do Senado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendia que a matéria avançasse antes das eleições. Alcolumbre, entretanto, indicou que a análise pelo plenário ocorreria depois do primeiro turno.

Representantes do setor empresarial também vêm participando das discussões e defendem uma avaliação dos possíveis impactos econômicos da redução da jornada.

Entre os argumentos apresentados por apoiadores da mudança estão a ampliação do período de descanso e do tempo disponível para a vida pessoal e familiar dos trabalhadores.

Já representantes empresariais e parlamentares que defendem alterações no texto citam possíveis efeitos sobre custos das empresas, produtividade, pequenas empresas e geração de empregos.

Senado inicia análise na terça-feira

A inclusão da PEC na pauta de terça-feira representa o início de uma nova etapa da tramitação, mas não significa que o fim da escala 6×1 entrará imediatamente em vigor.

O texto ainda precisará ser discutido e submetido às votações necessárias no Senado.

Se os senadores aprovarem exatamente o mesmo conteúdo que passou pela Câmara dos Deputados, a emenda poderá ser promulgada pelo Congresso Nacional.

Caso o Senado faça mudanças no texto, a proposta precisará retornar à Câmara para uma nova análise.

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