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19 de setembro de 2026

Economia

Brasil Soberano recebe R$ 8,2 bi em pedidos nos dois primeiros dias

BNDES aprovou R$ 1,7 bilhão em créditos desde quinta-feira, com destaque para setores industrial e exportador

Por Ana Beatriz Ramos
Brasil Soberano recebe R$ 8,2 bi em pedidos nos dois primeiros dias

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social registrou R$ 8,2 bilhões em solicitações de crédito nos dois primeiros dias de funcionamento da terceira fase do Brasil Soberano. Desde quinta-feira, quando a linha começou a operar, foram protocolados 138 pedidos de financiamento.

Do montante solicitado, o banco já aprovou R$ 1,7 bilhão em créditos. A maior fatia dos recursos liberados, R$ 794 milhões, destinou-se a empresas de setores industriais como têxtil, químico, farmacêutico e fertilizantes.

Exportadoras de bens duráveis, incluindo empresas dos segmentos de aço e alumínio, obtiveram aprovação de R$ 680 milhões. Outros R$ 251 milhões foram direcionados a companhias que exportam para países do Golfo Pérsico.

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O setor de fertilizantes aparece com destaque nas aprovações, concentrando R$ 683 milhões dos créditos liberados até o momento.

Resposta à guerra comercial

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, afirmou que a alta demanda pelos recursos demonstra a necessidade de apoio às empresas em meio às incertezas do comércio internacional.

“Essa medida dá às empresas condições para que diversifiquem mercados para exportação e preservem a capacidade produtiva, contribuindo para fortalecer a competitividade da indústria brasileira. É uma demonstração concreta de que existe demanda por financiamento para enfrentar esse cenário e seguir investindo”, declarou.

O governo federal lançou a terceira fase do Brasil Soberano como resposta às tarifas de até 37,5% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Orçamento e modalidades

O programa conta com orçamento total de R$ 22,6 bilhões, divididos entre R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do próprio BNDES.

As empresas podem solicitar financiamento para seis finalidades: capital de giro, capital de giro para exportação, aquisição de bens de capital ou adaptação de atividades produtivas, ampliação da capacidade produtiva ou adensamento da cadeia de produção, inovação tecnológica ou adaptação de produtos e processos, além de outras hipóteses definidas pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

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