Brasil
Sapezal tira de Sorriso o posto de município mais rico do agro brasileiro.
Levantamento do IBGE mostra que a mudança tem uma explicação incomum: a criação de uma nova cidade, que retirou parte do território de Sorriso.
Sorriso, no Mato Grosso, deixou de ser o município com a maior produção agrícola do país. O posto, que a cidade ocupava havia seis anos, passou para Sapezal, também mato-grossense. Os dados são da Produção Agrícola Municipal (PAM), pesquisa do IBGE divulgada nesta quinta-feira (17), com números de 2025.
Como ficou o ranking
- Sapezal (MT) — R$ 8,59 bilhões
- São Desidério (BA) — R$ 8,22 bilhões
- Sorriso (MT) — R$ 8,16 bilhões
- Campo Novo do Parecis (MT) — R$ 7,87 bilhões
- Formosa do Rio Preto (BA) — R$ 5,89 bilhões
Depois vêm Diamantino (MT), com R$ 5,82 bilhões; Rio Verde (GO), com R$ 5,69 bilhões; Cristalina (GO), com R$ 5,45 bilhões; Nova Mutum (MT), com R$ 5,39 bilhões; e Jataí (GO), com R$ 4,84 bilhões.
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Sorriso produziu mais, e mesmo assim caiu
O detalhe curioso é que a cidade não encolheu. O valor da produção de Sorriso cresceu 13,8% em 2025. O problema foi o território: em 1º de janeiro daquele ano nasceu o município de Boa Esperança do Norte, formado com terras de Nova Ubiratã (80%) e de Sorriso (20%).
Com isso, a área plantada de Sorriso caiu 9,3%. Foi o único município do top 10 que perdeu área. A produção que antes entrava na conta de Sorriso agora aparece em outro lugar: Boa Esperança do Norte estreou no levantamento já na 25ª posição, com R$ 3 bilhões.
Sapezal cresceu quase 50%
A nova líder saiu do terceiro lugar em 2024 para o primeiro em 2025, com alta de 46,6% no valor da produção. O principal motivo foi o algodão herbáceo, com 1,2 milhão de toneladas colhidas. Soja e milho vêm em seguida. São Desidério, na Bahia, que ficou em segundo, cresceu 23,7%.
O quadro geral
A produção agrícola brasileira somou R$ 927,2 bilhões em 2025, alta nominal de 18,4% sobre 2024. O Mato Grosso segue como o estado líder, com R$ 165,6 bilhões, crescimento de 37,1% no ano. O estado sozinho responde por 17,9% de tudo o que o país produziu.
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