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23 de setembro de 2026

Eleições 2026

Candidatos já gastaram R$ 5,5 milhões em propaganda digital e receberam R$ 10 milhões em doações

Lula lidera investimento em redes sociais com R$ 4,4 milhões, enquanto Flávio Bolsonaro concentra maiores doações de empresários e produtores rurais

Por Anna Luiza Bastos Atualizado às 11:10
Candidatos já gastaram R$ 5,5 milhões em propaganda digital e receberam R$ 10 milhões em doações

Os candidatos à Presidência da República investiram R$ 5,5 milhões em propaganda eleitoral impulsionada nas plataformas Facebook e Instagram em apenas um mês de campanha. Os dados abrangem o período entre 21 de agosto e 19 de setembro e consideram apenas os perfis oficiais dos presidenciáveis.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva despendeu R$ 4,4 milhões no período, o que representa quase 80% de todo o investimento em propaganda digital dos candidatos. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com R$ 702 mil gastos em impulsionamento nas redes da Meta.

Fora da polarização, Clariana Barão investiu R$ 290 mil, mais do que Ronaldo Caiado (R$ 171 mil) e Romeu Zema (R$ 98 mil) somados. Augusto Cury gastou R$ 128 mil, enquanto Rui Costa Pimenta aplicou R$ 77 mil e Renan Santos R$ 76 mil. Hertz Dias figura na última posição, com R$ 11 mil em propaganda digital.

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São Paulo concentra maior investimento

Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro direcionaram a maior parte dos recursos para os mesmos estados. São Paulo recebeu o maior volume de propaganda impulsionada: R$ 910 mil da campanha petista e R$ 175 mil do candidato do PL.

Minas Gerais aparece em segundo lugar nas estratégias de ambos, com R$ 498 mil investidos por Lula e R$ 52 mil por Flávio. A Bahia vem na sequência, com R$ 457 mil e R$ 52 mil, respectivamente.

A diferença entre as campanhas se manifesta no quarto estado prioritário. Enquanto Lula direcionou R$ 447 mil ao Rio de Janeiro, Flávio optou pelo Rio Grande do Sul, aplicando R$ 45 mil no estado.

Os três estados com menor investimento em propaganda digital foram os mesmos para ambas as candidaturas: Roraima, Acre e Amapá, todos na região Norte.

Doações ultrapassam R$ 10 milhões

No campo das doações de pessoas físicas, os principais candidatos já declararam ao Tribunal Superior Eleitoral o recebimento de mais de R$ 10 milhões. Flávio Bolsonaro lidera o ranking com R$ 2,9 milhões arrecadados, seguido por Ronaldo Caiado com R$ 2,5 milhões e Renan Santos com R$ 2,2 milhões.

Lula declarou R$ 1,4 milhão em doações, enquanto Augusto Cury registrou R$ 562 mil e Romeu Zema R$ 300 mil.

Um mesmo empresário aparece como maior doador tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro. Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8, maior produtora de biodiesel do Brasil segundo a Agência Nacional do Petróleo, repassou R$ 500 mil para cada uma das campanhas.

Perfis diferentes de doadores

A campanha de Flávio Bolsonaro recebeu apoio principalmente de empresários e produtores rurais. A família Verdi, proprietária do Grupo Rodobens, contribuiu com R$ 300 mil. O CEO e o diretor de Novos Negócios da Vicunha Têxtil enviaram juntos R$ 225 mil.

Entre os doadores de Flávio também estão Taicia Fofanoff, produtora rural de cana-de-açúcar (R$ 122 mil), Inácio José Webler, produtor de soja (R$ 100 mil), e Rodrigo Pizzinatto, CEO da Ultrapar (R$ 100 mil).

Já Lula recebeu contribuições de pessoas próximas ao governo, incluindo prestações de serviços. O cantor gospel e pastor Kleber Lucas declarou R$ 30 mil pela gravação de áudio de jingle e clipe para a campanha. Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha, e Luiz Marinho, atual ministro do Trabalho e Emprego, também figuram entre os doadores.

Acadêmicos como Rabih Nasser, professor da Fundação Getulio Vargas, e Mayra Cristina da Luz Pádua Guimarães, doutoranda em enfermagem na USP, contribuíram com valores entre R$ 15 mil e R$ 50 mil.

Ronaldo Caiado recebeu a maior doação individual da corrida presidencial. O jurista e empresário Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso, dono de cartório de registro de imóveis no Distrito Federal, repassou R$ 2,3 milhões ao candidato.

Renan Santos bancou a maior parte da campanha com financiamento coletivo, chegando a R$ 2 milhões. Fora das vaquinhas, recebeu doações de R$ 50 mil dos filhos do ex-presidente do Banco Safra, José Olympio Pereira, e de Danilo Julio Gatto, presidente da Cooperativa Agrícola de Unaí.

Romeu Zema recebeu R$ 200 mil de Renato Ribeiro Machado, conselheiro de administração e acionista da U&M Mineração e Construção, e R$ 100 mil dos irmãos Hélio e Salo Davi Seibel, donos da HS Investimentos.

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