Eleições 2026
Coordenador de campanha de Flávio se reúne com Fachin nesta terça
Rogério Marinho levará ao presidente do STF preocupações sobre atuação da Justiça e sinalizará que não haverá "caça às bruxas" contra o Judiciário
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), será recebido nesta terça-feira (6) pelo ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro está marcado para as 13h.
Segundo Marinho, a reunião terá como pauta o que ele classificou como “intervenção indevida” da Justiça. O senador pretende apresentar preocupações da campanha ao presidente da Corte e, ao mesmo tempo, sinalizar que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro não resultará em uma “caça às bruxas generalizada” contra integrantes do Judiciário.
O encontro ocorre dois dias após o primeiro turno das eleições presidenciais, em que Flávio terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
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Impeachment de ministros como bandeira de campanha
Uma das principais bandeiras defendidas pelo grupo político de Flávio Bolsonaro é o impeachment de ministros do STF, especialmente de Alexandre de Moraes. O processo contra ministros da Corte é de competência privativa do Senado Federal. Para a condenação, são necessários votos de dois terços dos 81 senadores, o equivalente a 54 votos.
Com o resultado das eleições para o Senado, o bolsonarismo e seus aliados passaram a contar com 45 cadeiras na composição prevista para 2027. O grupo, portanto, terá mais da metade do Senado, mas ficará nove votos abaixo dos 54 necessários para uma eventual condenação em processo de impeachment de um ministro do STF.
Marinho havia solicitado uma reunião com a presidência do STF pelo menos duas vezes nas semanas anteriores antes de conseguir a agenda com Fachin. Segundo informações divulgadas anteriormente, o objetivo também era transmitir ao presidente da Corte que uma eventual vitória de Flávio não seria acompanhada de uma “caça às bruxas generalizada”.
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