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20 de setembro de 2026

Guerra na Ucrânia

Coreia do Norte pode enviar até 50 mil soldados para guerra na Ucrânia

Pyongyang já destacou 13 mil militares para combater ao lado da Rússia em Kursk, com até 3 mil mortos; presidente ucraniano alerta para nova onda de tropas norte-coreanas

Por Redação Mancheck
Coreia do Norte pode enviar até 50 mil soldados para guerra na Ucrânia
Coreia do Norte pode enviar até 50 mil soldados para guerra na Ucrânia

A Coreia do Norte pode enviar até 50 mil soldados para apoiar a Rússia na guerra contra a Ucrânia, segundo alertou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. O número representa um aumento significativo em relação aos 13 mil militares já destacados pelo regime de Kim Jong-un para combater na região russa de Kursk.

As tropas norte-coreanas entraram em combate pela primeira vez em novembro de 2024, durante ofensiva ucraniana em território russo. O destacamento representou um acontecimento inédito: a maior força de combate do país asiático enviada para o exterior em sua história.

O custo humano da operação foi elevado. Estimativas apontam entre 2,3 mil e 3 mil soldados mortos, além de 1,5 mil feridos. A Diretoria Central de Inteligência da Ucrânia calcula que cerca de 8,5 mil militares norte-coreanos permaneçam em território russo, organizados em quatro brigadas que protegem a fronteira na região de Kursk.

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Combate sem equipamento adequado

Soldados ucranianos que enfrentaram as tropas norte-coreanas descreveram um inimigo determinado, mas mal equipado. As forças de elite do Storm Corps avançavam em grandes grupos, mantendo-se em movimento constante, mesmo sob fogo de drones e armas automáticas.

Durante inspeções de corpos após combates, militares ucranianos relataram encontrar apenas munição entre os pertences dos norte-coreanos — sem documentos, identificações ou equipamentos pessoais. Relatos indicam que os soldados não portavam coletes de proteção, roupas de inverno adequadas ou capacetes.

A comunicação entre as tropas norte-coreanas e suas contrapartes russas mostrava-se precária. Após sofrerem pesadas baixas na fase inicial da campanha, os soldados adaptaram suas táticas e conseguiram, ao lado das forças russas, repelir a ofensiva ucraniana em Kursk.

Benefícios para regime isolado

Para o regime norte-coreano, apesar do alto número de baixas, a operação trouxe ganhos estratégicos. O país, extremamente isolado e militarizado, obteve pela primeira vez em décadas experiência de combate moderno para suas tropas de elite.

Historicamente, a Coreia do Norte havia enviado 1,5 mil militares e instrutores para o Egito durante a guerra do Yom Kippur em 1973, e cerca de 87 pilotos lutaram pelo Vietnã do Norte nos anos 1960 — números muito inferiores ao destacamento atual.

Nem a Rússia nem a Coreia do Norte reconheceram inicialmente a presença das tropas asiáticas no conflito. O reconhecimento oficial russo só veio em abril de 2025, quando o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Valery Gerasimov, elogiou o heroísmo dos soldados norte-coreanos.

Kim Jong-un inaugurou em abril um Museu de Operações Militares Estrangeiras na capital Pyongyang, onde homenageou soldados que preferiram o suicídio à captura. Durante a cerimônia, ao lado do ministro da Defesa russo Andrey Belousov, o líder norte-coreano exaltou aqueles que optaram pela autodetonação para defender a honra do país.

Zelensky convocou a Coreia do Sul a fornecer apoio à defesa aérea da Ucrânia diante da perspectiva de um novo e maior destacamento de tropas norte-coreanas.

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