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26 de setembro de 2026

Governo

Custo social das apostas online no Brasil chega a R$ 38,8 bilhões ao ano, diz ministro

Alexandre Padilha apresentou dados sobre impactos das bets na saúde pública durante anúncio da proibição da atuação das plataformas no país

Por Thayce Mello
Custo social das apostas online no Brasil chega a R$ 38,8 bilhões ao ano, diz ministro
Custo social das apostas online no Brasil chega a R$ 38,8 bilhões ao ano, diz ministro

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os danos sociais provocados pelas apostas online no Brasil chegam a R$ 38,8 bilhões por ano. Ele deu a declaração nesta sexta-feira, 25, durante o anúncio da proibição das plataformas de apostas eletrônicas no país. A estimativa tem como base um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps).

Desse total, cerca de R$ 30 bilhões são impactos na saúde. Entre eles estão R$ 17 bilhões relacionados a mortes adicionais por suicídio, R$ 10,4 bilhões à perda de qualidade de vida associada à depressão e R$ 3 bilhões ao uso de serviços de saúde.

Padilha classificou a proibição como “corajosa”, mas alertou que os efeitos negativos na saúde da população não vão acabar de forma imediata.

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Aumento de mortalidade por suicídio

Segundo o ministro, a mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas que desenvolveram ludopatia, o transtorno caracterizado pelo vício em apostas. O dado foi apresentado com base na Pesquisa Nacional sobre Álcool e Drogas.

Mais de 1,3 milhão pediram autoexclusão

Padilha informou que mais de 1,3 milhão de brasileiros já usaram o mecanismo de autoexclusão das plataformas de apostas oferecido pelo governo. Quase um terço desses pedidos foi feito durante a Copa do Mundo, entre junho e julho, período de publicidade intensa e muito estímulo ao jogo.

Além disso, 160 mil pessoas acessaram o autoteste para depressão no serviço digital do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro disse que o governo pretende oferecer acolhimento às pessoas que mais apostaram e vai usar os dados disponíveis para identificar esse público.

Mulheres procuram mais atendimento

As mulheres não são o grupo que mais usa as plataformas de apostas, mas são as que mais procuram atendimento médico relacionado ao problema. Segundo Padilha, elas são as principais usuárias do teleatendimento, das consultas com psiquiatras e psicólogos e de outros serviços do SUS voltados a essa questão. Mais de 60% de quem procura o teleatendimento do SUS por causa das apostas são mulheres.

 
 

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