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7 de outubro de 2026

Eleições 2026

Disputa por governadores abre o 2º turno: Flávio larga com mais apoios, Lula aposta no Nordeste

A uma semana e meia da votação de 25/10, aliados declarados já somam 10 governadores com Flávio Bolsonaro e 5 com Lula. O PSD liberou seus diretórios e quatro governadores seguem neutros.

Por Thayce Mello Atualizado às 08:44
Disputa por governadores abre o 2º turno: Flávio larga com mais apoios, Lula aposta no Nordeste

Antes de pedir votos, os dois candidatos do segundo turno estão contando governadores. Até 6 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) somava 10 governadores declarados, com a expectativa de um 11º. Lula (PT) tinha 5, todos do Nordeste. A votação é em 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, segundo o TSE.

O mapa em duas colunas

Do lado de Flávio estão cinco governadores do PL (Jorginho Mello, Luciano Zucco, Sergio Moro, Marcos Rogério e Arthur Henrique) e cinco de outros partidos (Tarcísio de Freitas, Cleitinho Azevedo, Otaviano Pivetta, Eduardo Riedel e Dr. Daniel). O MDB de Goiás, com Daniel Vilela, era esperado para anunciar apoio no dia 6. O ex-presidente Michel Temer e o ex-candidato ao governo de Minas Romeu Zema também estão ao lado de Flávio.

Lula conta com Jerônimo Rodrigues (BA), Elmano de Freitas (CE), Rafael Fonteles (PI), Fábio Mitidieri (SE) e Lucas Ribeiro (PB). O recorte é regional: a campanha petista tenta consolidar o Nordeste para reverter o resultado nacional.

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Onde está a disputa de verdade: os neutros

Quatro governadores seguem sem lado: JHC (AL), Eduardo Braide (MA), Dr. Furlan (AP) e Raquel Lyra (PE). O caso mais curioso é o do PSD, que elegeu quatro governadores já no primeiro turno (Amapá, Maranhão, Pernambuco e Sergipe) e decidiu não fechar posição nacional. O presidente do partido, Gilberto Kassab, liberou os diretórios estaduais, com o argumento de que uma ordem única romperia alianças regionais construídas para 2026.

O resultado aparece no mapa. O PSD de Sergipe está com Lula, enquanto o candidato do próprio partido à Presidência, Ronaldo Caiado, que ficou em quinto lugar com 2,18% dos votos (cerca de 2,6 milhões), anunciou apoio a Flávio em evento em Goiânia.

Os 9 milhões de votos que ninguém ganhou ainda

A campanha de Flávio mira cerca de 9 milhões de votos de candidatos eliminados, entre eles Caiado, Zema, Augusto Cury (2,89%) e Renan Santos (2,24%). Cury e Renan Santos permanecem neutros. A transferência de votos não é automática, e esse é o ponto que separa um mapa de apoios de um resultado nas urnas.

O que um governador entrega e o que não entrega

Governador não transfere voto por decreto. O apoio dá estrutura, presença em eventos, palanque e acesso a prefeitos, mas quem decide é o eleitor. O Nordeste mostra isso: Lula tem 5 aliados na região, mas Raquel Lyra (PE) e Braide (MA) seguem neutros, o que indica que nem o território mais favorável ao PT está fechado.

A base no Congresso pesa na conversa

Os dois lados negociam já olhando para 2027. O PL elegeu 19 senadores e terá 28 a partir do ano que vem, a maior bancada do Senado. Na Câmara, elegeu 121 deputados, a maior bancada desde 1988. Os números do Senado são provisórios, porque alguns eleitos podem deixar a vaga se vencerem governos no segundo turno. A campanha de Flávio marcou uma reunião em Brasília com governadores, senadores e deputados eleitos para coordenar a reta final.

O que ainda muda

A lista de apoios muda a cada dia, e os números aqui valem para 6 de outubro. Até a votação, a contagem de cada lado deve mudar conforme os neutros se posicionarem.

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