Crime Organizado
EUA sancionam 46 alvos ligados ao Cartel de Sinaloa, incluindo políticos mexicanos
Departamento do Tesouro norte-americano mirou líder da facção Los Mayos, empresas e autoridades acusadas de proteger operações do cartel na Baixa Califórnia
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (29/4) sanções contra 46 pessoas e empresas vinculadas à facção Los Mayos, braço do Cartel de Sinaloa que atua no México. A medida foi aplicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) e atinge 21 pessoas físicas e 25 empresas.
Entre os principais alvos está Ismael Zambada Sicairos, conhecido como “El Mayito Flaco”, identificado pelas autoridades americanas como líder da organização criminosa. A facção Los Mayos tem ligação histórica com Ismael “El Mayo” Zambada, um dos fundadores do Cartel de Sinaloa.
De acordo com o Tesouro dos EUA, a facção participa do tráfico de drogas sintéticas — entre elas o fentanil —, além de metanfetamina e cocaína. O grupo também estaria envolvido em atividades de lavagem de dinheiro.
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Políticos mexicanos na lista
A ação das autoridades norte-americanas incluiu políticos mexicanos acusados de fornecer proteção às atividades do cartel na região da Baixa Califórnia. Foram sancionados Carlos Alberto Torres Torres, Luis Alfonso Torres Torres e Pedro Ariel Mendívil García, este último apontado como ex-diretor de Segurança Pública de Mexicali.
Segundo o governo dos EUA, os três teriam conspirado para garantir proteção às operações de Los Mayos em cidades como Mexicali e Tijuana, na fronteira com os Estados Unidos.
Também foi sancionado Juan José Ponce Félix, conhecido como “El Ruso”, descrito como chefe da praça de Mexicali e integrante da estrutura da facção.
Rede de apoio financeiro e político
Em comunicado, o Departamento do Tesouro afirmou que a lista de sancionados reúne chefes de células criminosas, facilitadores financeiros e funcionários públicos mexicanos que, de acordo com as autoridades americanas, permitem que o Cartel de Sinaloa opere na região de fronteira.
O governo dos EUA declarou que a medida busca atingir não apenas a estrutura operacional do cartel, mas também os mecanismos financeiros e políticos que sustentariam suas atividades. As autoridades também mencionaram associados do ex-marido da governadora da Baixa Califórnia entre os envolvidos na rede.
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