Pular para o conteúdo
23 de setembro de 2026

Eleições 2026

Lula e Flávio empatam em Minas; disputa segue aberta no Sudeste

Nova rodada de pesquisas Quaest mostra recuperação do presidente em MG e SP, enquanto senador amplia vantagem no Rio de Janeiro

Por Anna Luiza Bastos
Lula e Flávio empatam em Minas; disputa segue aberta no Sudeste
Lula e Flávio empatam em Minas; disputa segue aberta no Sudeste

A disputa presidencial no Sudeste apresenta movimentos distintos nos três principais estados da região, segundo pesquisas Quaest divulgadas nesta quarta-feira (23). Enquanto Lula registra recuperação em Minas Gerais e São Paulo, Flávio Bolsonaro amplia vantagem no Rio de Janeiro.

Em Minas Gerais, o cenário de segundo turno mostra empate técnico entre os dois principais candidatos, ambos com 40% das intenções de voto. No início de setembro, Flávio estava numericamente à frente, com 40% contra 37% de Lula. A margem de erro da pesquisa mineira é de três pontos percentuais.

No primeiro turno em Minas, ambos os candidatos avançaram. O presidente passou de 31% para 35%, enquanto o senador foi de 27% para 30%. Juntos, os dois concentram agora 65% das intenções de voto, ante 58% no levantamento anterior. Augusto Cury recuou de 8% para 5%, e Romeu Zema caiu de 6% para 2%. Os indecisos diminuíram de 15% para 13%.

Continua depois da publicidade

A avaliação do governo Lula também melhorou no estado mineiro. A aprovação subiu de 41% para 44%, enquanto a desaprovação caiu de 52% para 49%, reduzindo o saldo negativo de 11 para 5 pontos percentuais.

São Paulo e Rio em direções opostas

Em São Paulo, a recuperação do presidente aparece principalmente na simulação de segundo turno. Lula passou de 33% para 36%, enquanto Flávio oscilou de 41% para 42%. A vantagem do senador no maior colégio eleitoral do país diminuiu de oito para seis pontos. A margem de erro paulista é de dois pontos.

No primeiro turno paulista, Flávio avançou de 31% para 34%, e Lula foi de 30% para 31%. A avaliação do governo também apresentou melhora: a aprovação passou de 37% para 40%, e a desaprovação caiu de 58% para 55%.

O Rio de Janeiro segue trajetória inversa. No primeiro turno, Flávio subiu de 34% para 37%, enquanto Lula oscilou de 32% para 30%. No segundo turno, o senador foi de 43% para 44%, e o presidente recuou de 37% para 36%, aumentando a diferença de seis para oito pontos. A avaliação do governo também piorou: a aprovação caiu de 40% para 37%, e a desaprovação subiu de 51% para 56%. A margem de erro fluminense é de três pontos.

Voto mais firme e reta final decisiva

Um movimento comum aos três estados indica que as escolhas estão se consolidando. Entre os eleitores que já indicam um candidato, a proporção dos que consideram o voto definitivo passou de 71% para 81% em Minas, de 74% para 80% em São Paulo e de 77% para 82% no Rio de Janeiro.

Com a definição mais avançada, três fatores podem influenciar o resultado final: o engajamento dos eleitores para comparecer às urnas, a migração de votos dos candidatos com menor intenção (que ainda somam 13% em Minas e 15% em São Paulo) e o debate da Globo programado para a próxima semana, em horário nobre.

O cenário no Sudeste mostra uma disputa sem definição clara. Enquanto Minas Gerais apresenta empate técnico, São Paulo indica ligeira vantagem para Flávio com redução de distância, e o Rio consolida liderança do senador.

Participe da conversa

Acesse sua conta Mancheck para comentar.

Entrar