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7 de outubro de 2026

STF

Ministros do STF indicam que revisão criminal de Bolsonaro deve ir ao plenário

Edson Fachin e outros magistrados têm sinalizado a Kassio Nunes Marques que tema não deve ser decidido por Turma; relator indicou que pretende dar andamento após segundo turno das eleições

Por Thayce Mello
Ministros do STF indicam que revisão criminal de Bolsonaro deve ir ao plenário
Ministros do STF indicam que revisão criminal de Bolsonaro deve ir ao plenário

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (7) que a revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro deverá ser analisada somente após o segundo turno das eleições. Nunes Marques é o relator do processo e indicou que pretende levar o caso ao Plenário da Corte.

Segundo a assessoria do ministro, uma análise neste momento poderia interferir no processo eleitoral. O processo também ainda aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de ficar pronto para julgamento.

A posição de Nunes Marques ocorre após o presidente do STF, Edson Fachin, sinalizar que entende que a revisão criminal deve ser julgada pelo Plenário, formado pelos 11 ministros da Corte, e não por uma das Turmas. A possibilidade foi divulgada nesta quarta-feira por diferentes veículos.

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Nunes Marques foi sorteado em maio como relator da primeira revisão criminal apresentada pela defesa de Bolsonaro. O processo, registrado como Revisão Criminal 6.021, tramita no STF e tem o ex-presidente como requerente.

A defesa busca reverter a condenação de Bolsonaro no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre os argumentos apresentados estão alegações de cerceamento de defesa, questionamentos sobre provas e a tese de que o julgamento deveria ter ocorrido no Plenário do STF, e não na Primeira Turma.

Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão. O placar foi de 4 votos a 1. Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram pela condenação do ex-presidente, enquanto Luiz Fux divergiu e votou pela absolvição.

O ministro Gilmar Mendes, que não participou do julgamento por não integrar a Primeira Turma, posteriormente defendeu publicamente o resultado e criticou o voto de Fux. Portanto, ele não deve ser contabilizado como um dos ministros que votaram pela condenação.

A composição atual da Segunda Turma inclui Nunes Marques, Gilmar Mendes, André Mendonça, Dias Toffoli e Luiz Fux. Fux, porém, participou do julgamento que condenou Bolsonaro e está impedido de atuar na revisão relacionada àquela decisão.

Com a indicação de que o caso será levado ao Plenário, a eventual revisão da condenação deverá ser analisada pelos 11 ministros do Supremo, caso o processo esteja pronto e seja incluído na pauta após o segundo turno.

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