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7 de outubro de 2026

Economia

Quem mais cresce na América Latina em 2026? O ranking do Banco Mundial e o que ele esconde

Paraguai, República Dominicana e El Salvador lideram o crescimento da região. Brasil, México e Argentina, as maiores economias, ficam entre 1,4% e 2,1%, e a comparação entre os dois grupos exige cuidado.

Por Thayce Mello Atualizado às 11:33
Quem mais cresce na América Latina em 2026? O ranking do Banco Mundial e o que ele esconde

O Banco Mundial divulgou em 6 de outubro novas projeções para a economia da América Latina e do Caribe. Para 2026, a região deve crescer 2,2%. O Brasil aparece com 2,1%, um décimo de ponto abaixo da média regional.

O que os números mostram

A América Latina e o Caribe cresceram 2,4% em 2025, segundo o banco, e devem desacelerar um pouco neste ano. O Brasil, com 2,1%, fica ligeiramente abaixo da média, junto com outras economias grandes da região: o México aparece com 1,4%, e a Argentina, com 2,1% em 2026, depois de crescer 4,5% em 2025.

Os destaques positivos são menores economias: Paraguai (4,7%), República Dominicana (4,7%), El Salvador (4,5%) e Panamá (4,2%). O Banco Mundial relaciona esse desempenho à melhora das condições de segurança, à consolidação fiscal e ao aumento dos investimentos privados.

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O que o banco aponta como freio no Brasil

Segundo o relatório, pesam sobre a economia brasileira os juros elevados adotados para controlar a inflação, as incertezas sobre a política econômica e a fraqueza do investimento público. A instituição também cita riscos externos: efeitos do El Niño na agricultura e na geração de energia hidrelétrica e a oscilação dos preços de energia por causa das tensões no Oriente Médio.

Para os próximos anos, uma das fontes consultadas cita projeções de 1,7% para 2027 e 2,3% para 2028. A trajetória de revisões também aparece como queda: em 2024, a estimativa de crescimento era de 3,4%.

Como ler essa diferença

Uma diferença de 0,1 ponto percentual está dentro da margem em que projeções costumam ser revisadas. Por isso, o dado mais relevante talvez não seja o “abaixo da média”, e sim a direção do número ao longo do tempo e a comparação com os países que mais crescem. Também é preciso lembrar que a média da região mistura economias muito diferentes em tamanho e estrutura, e países pequenos podem crescer mais rápido partindo de uma base menor.

O que isso significa para o dia a dia

Crescimento do PIB não se traduz direto em renda ou emprego, mas ajuda a indicar o ritmo da atividade econômica. Juros altos tendem a encarecer o crédito, e investimento público fraco pode afetar obras e serviços. O banco não prevê recessão, mas um crescimento moderado.

O que ainda não está claro

Projeções mudam a cada revisão, e o Banco Mundial costuma atualizar seus números ao longo do ano. Há relatos que falam em “revisão para cima” do Brasil e outros que citam números anteriores diferentes, então vale conferir o comparativo exato antes de citar a mudança.

Por enquanto, o recado do relatório é que o Brasil segue crescendo, mas num ritmo próximo da média regional e abaixo dos países que mais avançam, e que o rumo dos juros, da política econômica e do investimento público será decisivo para os próximos anos.

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