Guerra Rússia-Ucrânia
Rússia pede saída de estrangeiros e diplomatas de Kiev e anuncia novos ataques
Ministério das Relações Exteriores russo alerta cidadãos estrangeiros e pessoal diplomático a deixarem território ucraniano; governo russo afirma que continuará ofensiva contra cidades ucranianas
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu neste sábado (3) um alerta para que cidadãos estrangeiros e diplomatas deixem Kiev e outras áreas do território ucraniano. O comunicado oficial informa que as Forças Armadas russas continuarão realizando ataques direcionados contra instalações na capital ucraniana e em outras cidades do país.
Segundo o governo russo, a ofensiva responde a ações das Forças Armadas da Ucrânia contra civis e infraestrutura civil em território russo. “As Forças Armadas da Federação Russa continuam a realizar ataques sistemáticos e direcionados a instalações militares em Kiev e outras cidades ucranianas”, afirma o ministério no documento.
O alerta foi acompanhado de advertência: “A responsabilidade por quaisquer consequências adversas recai inteiramente sobre aqueles que ignorarem este aviso.”
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A intensificação dos bombardeios russos tem afetado diretamente a infraestrutura da capital ucraniana. Neste sábado, uma ponte sobre o rio Dnipro foi atingida em ataque aéreo. A escalada ocorre às vésperas do inverno, período mais rigoroso na região, e afeta a vida dos cerca de 3 milhões de habitantes de Kiev.
O presidente russo Vladimir Putin declarou durante a semana que a Ucrânia está arcando com as consequências de suas próprias ofensivas contra território russo e que isso continuará acontecendo enquanto as forças de Moscou seguirem atacando diferentes alvos no país vizinho.
A guerra tem registrado intensificação de ataques mútuos nos últimos meses. Ambos os países têm atacado embarcações de transporte de grãos no Mar Negro, enquanto refinarias de petróleo russas seguem sendo alvos de bombardeios e drones ucranianos. Regiões fronteiriças da Rússia também registram mortes de civis causadas por drones ucranianos.
Tanto Rússia quanto Ucrânia negam ter civis ou infraestrutura civil como alvos de suas operações militares.
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