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23 de setembro de 2026

ONU

Trump pede que países do Escudo das Américas tratem PCC e CV como ameaça comum

Presidente dos Estados Unidos defendeu sanções coordenadas contra organizações classificadas por Washington como terroristas; PCC e Comando Vermelho estão entre os grupos citados

Por Ana Beatriz Ramos
Presidente dos Estados Unidos defendeu sanções coordenadas contra organizações classificadas por Washington como terroristas
Presidente dos Estados Unidos defendeu sanções coordenadas contra organizações classificadas por Washington como terroristas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta terça-feira (22) aos países que integram o Escudo das Américas que adotem uma posição conjunta contra organizações envolvidas com o narcotráfico.

Durante encontro realizado em Nova York, Trump defendeu que os integrantes da coalizão reconheçam formalmente os grupos classificados pelo governo americano como organizações terroristas estrangeiras e os considerem uma ameaça comum à estabilidade do continente.

O presidente americano também pediu a adoção de sanções coordenadas contra essas organizações.

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PCC e Comando Vermelho aparecem na lista

A iniciativa tem impacto direto sobre duas das maiores facções criminosas brasileiras.

Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) estão entre as organizações que os Estados Unidos classificam como terroristas estrangeiras.

Segundo reportagens publicadas nesta terça-feira, 24 organizações estão incluídas na iniciativa apresentada aos países da coalizão.

O enquadramento adotado pelos Estados Unidos não significa automaticamente que o Brasil passe a considerar PCC e CV organizações terroristas. Cada país possui sua própria legislação e seus procedimentos para definir esse tipo de classificação.

Países anunciam ação conjunta

Após o encontro, países latino-americanos e caribenhos integrantes do Escudo das Américas anunciaram uma iniciativa conjunta contra as organizações relacionadas pelos Estados Unidos.

Reportagens publicadas após a reunião apontam adesão de 14 países à ação envolvendo PCC, Comando Vermelho e outros grupos.

A proposta inclui ampliar a cooperação entre os governos e aplicar medidas contra organizações consideradas responsáveis por tráfico internacional de drogas e outras atividades criminosas transnacionais.

O que é o Escudo das Américas?

O Escudo das Américas é uma iniciativa criada pelo governo Trump em 2026 para fortalecer a cooperação regional no combate aos cartéis e ao crime organizado.

O primeiro encontro de cúpula ocorreu em março, em Miami. Documentos oficiais do governo americano mostram que o combate ao tráfico internacional de drogas e às organizações criminosas transnacionais está entre os principais temas da coalizão.

O encontro desta terça-feira ocorreu paralelamente à Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Antes da reunião, Trump também abordou o combate aos cartéis durante seu discurso na ONU e defendeu uma atuação mais coordenada dos países do continente.

Brasil não integra a coalizão

O Brasil não faz parte atualmente do Escudo das Américas.

O governo brasileiro mantém uma estratégia própria de enfrentamento ao crime organizado e diverge da abordagem americana de enquadrar facções como PCC e Comando Vermelho na categoria de organizações terroristas.

Também existem diferenças entre Brasília e Washington sobre os limites da atuação dos Estados Unidos no combate ao narcotráfico na América Latina.

Trump defende pressão maior contra cartéis

A ofensiva contra organizações envolvidas com narcotráfico tornou-se um dos principais componentes da política de segurança regional do governo Trump.

Washington ampliou o uso de sanções e classificações relacionadas ao terrorismo contra grupos criminosos e vem pressionando outros governos do continente a adotar medidas semelhantes.

No encontro desta terça-feira, Trump voltou a defender que os países participantes considerem essas organizações uma ameaça compartilhada e ampliem a cooperação para enfrentá-las.

A adesão à estratégia, entretanto, depende das decisões e das legislações de cada governo participante.

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