Pets
Vacinas para cachorros: quais são as principais no primeiro ano de vida
O calendário vacinal varia conforme idade, histórico e risco de exposição do animal — especialistas reforçam que a decisão final deve sempre ser do médico-veterinário.
Vacinar o cachorro é uma das medidas mais eficazes de prevenção contra doenças graves e, em alguns casos, fatais. Mas o calendário ideal não é o mesmo para todos os animais: idade do filhote, histórico da mãe, região onde o cão vive e nível de exposição a outros animais influenciam diretamente o protocolo recomendado por cada veterinário.
O que diz o guia internacional
A Associação Mundial de Veterinária de Pequenos Animais (WSAVA), referência global no tema, atualizou suas diretrizes em 2024. Segundo o novo guia, as vacinas consideradas “essenciais” (core) para cães em qualquer parte do mundo são as que protegem contra cinomose, parvovirose e adenovirose — geralmente aplicadas numa vacina combinada — além da vacina antirrábica. Uma mudança recente e relevante: a atualização de 2024 passou a recomendar a leptospirose também como vacina essencial, quando antes era considerada apenas de risco (não-core) em algumas regiões.
O esquema recomendado pela WSAVA prevê doses a cada 2 a 4 semanas, com a última aplicação a partir das 16 semanas de vida — para reduzir o risco de interferência dos anticorpos maternos, que podem neutralizar a vacina se aplicada cedo demais. A vacina antirrábica costuma ser aplicada a partir das 12-16 semanas, com reforço após um ano.
Continua depois da publicidade
A realidade no Brasil
No mercado brasileiro, é comum ouvir falar em vacina “V8” ou “V10” — nomenclatura local para vacinas polivalentes que reúnem proteção contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa, adenovirose, parainfluenza, coronavirose e diferentes cepas de leptospirose (a V10 cobre mais cepas do que a V8, sendo mais indicada para cães com maior exposição a áreas de risco, como alagamentos). A primeira dose costuma ser aplicada entre 6 e 8 semanas, com reforços a cada 3 a 4 semanas até completar o esquema.
Vale destacar que, por legislação sanitária brasileira, a vacina antirrábica é a única com aplicação obrigatória por lei em grande parte dos municípios — as demais, embora fortemente recomendadas pela medicina veterinária baseada em evidências, não têm essa mesma exigência legal.
Por que não existe um calendário único
Assim como no restante do mundo, no Brasil o protocolo ideal varia de acordo com a idade em que o filhote inicia a vacinação, o risco local de doenças (áreas com histórico de leptospirose, por exemplo, podem justificar reforços adicionais) e a avaliação clínica do veterinário responsável. Por isso, a recomendação de especialistas é sempre definir o calendário junto com um médico-veterinário de confiança, em vez de seguir um cronograma genérico encontrado na internet.
Fontes: WSAVA — World Small Animal Veterinary Association (wsava.org).
Participe da conversa
Acesse sua conta Mancheck para comentar.
Entrar