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22 de setembro de 2026

O legado

O legado de Rick: quatro décadas de sertanejo que o Brasil não esquecerá

Metade da dupla Rick & Renner, cantor deixa mais de três décadas de carreira e um repertório que marcou gerações do sertanejo romântico.

Por Thayce Mello Atualizado às 16:05
O legado de Rick: quatro décadas de sertanejo que o Brasil não esquece
O legado de Rick: quatro décadas de sertanejo que o Brasil não esquece

Rick se vai, mas a voz que dividiu palco com Renner por mais de duas décadas continua ecoando em cada rádio, cada festa e cada carro por onde o sertanejo romântico brasileiro passou. Aos 59 anos, o cantor deixa uma trajetória construída canção por canção, desde um encontro improvável em Brasília até o posto de um dos nomes mais executados do gênero no país.

Um encontro que virou parceria

Nascido Geraldo Antônio de Carvalho, em 5 de dezembro de 1966, em Monte do Carmo, no interior do Tocantins, Rick conheceu Renner em 1986, de um jeito que hoje soa quase lendário: ligou para uma casa noturna em Brasília atrás de equipamento de som emprestado e, do outro lado da linha, ouviu um rapaz cantando. Não demorou para os dois decidirem cantar juntos.

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A dupla gravou de forma independente em 1991 e lançou o primeiro álbum oficial no ano seguinte — o início de uma trajetória que os levaria ao topo do sertanejo romântico nacional.

Os anos de ouro

Ao longo dos anos 1990, Rick & Renner se firmaram como um dos maiores nomes do gênero, com composições que misturavam romantismo e identidade caipira em doses que grudavam no rádio. “Ela É Demais”, “Muleca”, “Cara de Pau”, “Filha” e “Bebedeira” fizeram parte do repertório que consolidou a dupla nacionalmente.

O auge comercial veio em 1998, com o álbum “Mil Vezes Cantarei” — disco que carregava a faixa-título, hoje uma das canções mais lembradas da carreira de Rick, e que ajudou a colocar a dupla entre as mais executadas do país naquele período. “Coisa de Deus” reforçou a veia mais sentimental que marcaria boa parte de sua obra.

Carreira solo e os últimos anos

A parceria com Renner se encerrou nos palcos em dezembro de 2010. Rick seguiu carreira solo, lançando álbuns em 2011 e 2015, mas nunca deixou de ser reconhecido pelo público como metade de uma das duplas que definiram uma geração do sertanejo.

Ele deixa seis filhos — Victor Henrique, Mônica, os gêmeos Valentino e Matteo, Lúcia e Renn — e netos.

O legado que fica

Mais de quatro décadas depois daquele telefonema em Brasília, é o repertório de Rick & Renner que segue tocando em rádios, festas e carros pelo Brasil afora. “Mil Vezes Cantarei” continua sendo cantada como promessa de amor incondicional; “Ela É Demais” e “Cara de Pau” seguem no repertório de quem canta no chuveiro ou no volante. É essa a marca que uma boa canção sertaneja deixa: ela não termina quando a voz que a gravou se cala — ela continua tocando em quem a ouviu.

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