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25 de setembro de 2026

Eleições 2026

Campanha de Flávio planeja intensificar ataques a Lula antes do primeiro turno

Estratégia de contra-ofensiva visa responder a investidas petistas que exploram ligação do candidato do PL com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Por Antônio Miranda Atualizado às 08:03
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Campanha de Flávio planeja intensificar ataques a Lula antes do primeiro turno

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) prepara uma mudança de estratégia para os últimos dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais. A intenção é aumentar os ataques diretos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e explorar episódios considerados sensíveis pelos aliados do petista.

A estratégia ocorre em meio à intensificação da disputa entre as duas campanhas. Até agora, a comunicação de Flávio vinha concentrando parte significativa de suas inserções de rádio e televisão em temas como custo de vida e segurança pública.

Na reta final, porém, a campanha pretende dedicar mais espaço a críticas diretas ao presidente e ao PT.

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Campanha prepara ofensiva contra Lula

Entre os assuntos que devem ser utilizados estão investigações e controvérsias envolvendo pessoas próximas ao presidente.

Um dos focos é Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, citado em investigações relacionadas ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Outro nome que deve aparecer na estratégia é Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-sócio de Lulinha. A campanha também pretende recuperar episódios históricos envolvendo governos petistas, como o Mensalão e investigações da Operação Lava Jato.

A estratégia busca ainda associar politicamente Lula às recentes controvérsias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o Banco Master.

Entre os pontos explorados está o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O acordo previa pagamentos que poderiam alcançar R$ 132 milhões.

A existência do contrato, por si só, não comprova irregularidade ou participação de Alexandre de Moraes nas atividades do escritório.

Novos episódios entram no debate eleitoral

Na última semana, dois episódios passaram a ser explorados pelos adversários de Flávio Bolsonaro.

Uma investigação da Polícia Federal deflagrada em julho mostrou que uma assessora do senador, Maria de Fátima Bezerra Castro, negociou emendas parlamentares em 2023 com Robson Calixto, o “Peixe”, condenado por organização criminosa em processo relacionado às investigações do caso Marielle Franco.

Segundo as informações divulgadas, a assessora também teria convidado Calixto para um evento com Flávio Bolsonaro.

Outro episódio envolve uma viagem realizada por Flávio em uma aeronave posteriormente relacionada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A informação diverge de uma declaração anterior de Flávio, que havia negado ter viajado em aeronave de Daniel Vorcaro. Ao comentar o episódio, o senador afirmou que, na época da viagem, o avião pertencia parcialmente ao advogado Willer Tomaz.

O episódio passou a ser explorado politicamente pelo PT.

Estratégia eleitoral deve mudar na reta final

Até então, o marqueteiro Duda Lima vinha priorizando temas relacionados ao cotidiano dos eleitores, especialmente segurança pública e custo de vida.

A nova orientação prevê combinar essas pautas com críticas mais diretas a Lula.

A intenção da campanha, segundo relatos publicados pela imprensa, é utilizar as inserções eleitorais e as redes sociais para aumentar o contraste entre os dois candidatos nos últimos dias antes da votação.

A estratégia também deverá responder às críticas e acusações que vêm sendo direcionadas a Flávio pela campanha petista.

Cenário eleitoral em Alagoas

Em Alagoas, pesquisa Real Time Big Data mostra Lula com 51% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro.

Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois no estado, Lula registra 53% e Flávio, 38%.

Os percentuais se referem exclusivamente ao eleitorado de Alagoas e não representam o cenário nacional da eleição presidencial.

Com a proximidade do primeiro turno, as campanhas entram na fase final da disputa, ampliando a exposição dos candidatos e ajustando suas estratégias de comunicação para os últimos dias antes da votação.

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