Justiça
Ex-vereadora Veronica Costa trocou de carro 4 vezes para fugir da polícia no Rio
Conhecida como Mãe Loira do Funk, ela foi presa em Petrópolis após tentar despistar autoridades. Condenação é por tortura do ex-marido
A ex-vereadora do Rio de Janeiro Veronica Costa, conhecida como Mãe Loira do Funk, foi presa na noite de quinta-feira (24) em um sítio no distrito de Araras, em Petrópolis, na Região Serrana do estado. Durante a fuga, ela trocou de veículo ao menos quatro vezes na tentativa de dificultar o trabalho policial.
A empresária estava foragida desde quarta-feira (23), quando policiais civis foram à sua residência na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, para cumprir um mandado de prisão, mas não a encontraram no local.
Além de Veronica, foram detidos Bruno Chaves Ribeiro, irmão da ex-vereadora, Tatiane Chaves Ribeiro, irmã, e Bruno Marcelo Bahia Marques, cunhado. Todos enfrentam condenações relacionadas ao mesmo caso. Sebastião de Oliveira Evangelista, padrasto de Veronica, permanece foragido.
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Condenação por tortura
A ordem de prisão foi expedida após o trânsito em julgado da condenação de Veronica a 10 anos e 8 meses de prisão em regime inicialmente fechado. Ela foi considerada culpada por torturar o ex-marido Márcio Costa em fevereiro de 2011.
Segundo o depoimento da vítima à época, ele foi amordaçado e amarrado na cama do próprio quarto durante 20 horas. Márcio relatou que parentes da ex-vereadora jogaram spray inseticida em seu rosto e derramaram gasolina pelo corpo, ameaçando queimá-lo vivo.
A primeira condenação ocorreu em 2019, quando a pena foi fixada em 5 anos e 10 meses de prisão. Em 2023, após recurso do Ministério Público do Rio de Janeiro, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça aumentou a pena para 10 anos e 8 meses. Os desembargadores também mantiveram a perda do mandato de vereadora.
A juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da 16ª Vara Criminal, expediu a ordem de prisão após esgotadas todas as possibilidades de recurso.
Versão da defesa
Em 2011, Veronica afirmou que o marido usava drogas e a ameaçava havia anos. Ela negou ter agredido Márcio e disse não saber como ele apareceu ferido naquela noite de fevereiro.
Quando a pena foi aumentada em 2023, a defesa da empresária contestou a condenação, alegando que a decisão se baseava apenas na versão do ex-marido, sem sustentação nas provas apresentadas.
Já a defesa de Márcio classificou o crime como bárbaro. O advogado Leandro Bessa destacou que o pedido de prisão representava a concretização da Justiça, ressaltando que seu cliente sofreu tortura não apenas por Veronica.
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