Eleições 2026
Candidatos ao Senado do Piauí divergem sobre crime organizado em debate
Cinco postulantes ao cargo discutiram redução da maioridade penal, equiparação de facções a grupos terroristas, combate à seca, turismo e geração de empregos
Cinco candidatos ao Senado pelo Piauí participaram de debate nesta sexta-feira (25), em Teresina, onde apresentaram propostas e protagonizaram divergências sobre temas como crime organizado, combate à seca, trabalho e turismo.
Participaram do encontro Antônio José Lira (Avante), Jorge Lopes (PSDB), Tiago Junqueira (PL), Antônio Barros (Novo) e Maria Madalena Nunes (PSOL). Outros candidatos convidados não compareceram ou recusaram o convite.
Crime organizado divide candidatos
O debate sobre segurança pública revelou posições antagônicas. Antônio Barros defendeu a equiparação de facções criminosas a grupos terroristas para permitir a atuação do Exército no combate, além de se declarar favorável à redução da maioridade penal.
Continua depois da publicidade
Antônio José Lira apontou que o crime organizado no estado vai além do tráfico de drogas, incluindo domínio territorial, agiotagem e interferência na política eleitoral por meio da compra de votos. Segundo ele, o combate deve mirar os bens dos criminosos e impedir que comandem ações de dentro dos presídios.
Maria Madalena Nunes deslocou o foco para o que chamou de conexões entre empresários e políticos na lavagem de dinheiro. A candidata afirmou que empresas como casas de apostas e postos de combustíveis deveriam ser alvos de investigação, e não apenas comunidades de baixa renda.
Propostas para combater a seca
No bloco sobre seca, os candidatos concordaram que o problema é histórico no Piauí, mas apresentaram diagnósticos e soluções diferentes.
Antônio José Lira e Jorge Lopes defenderam a construção de novas barragens e adutoras, além da utilização efetiva das já existentes. Jorge Lopes criticou o fato de o tema ganhar destaque apenas em períodos eleitorais.
Tiago Junqueira atribuiu a persistência do problema à falta de vontade política de gestores e parlamentares que atuam há anos no estado. Ele também criticou a cobrança de impostos sobre placas solares.
Maria Madalena Nunes acusou grupos políticos de utilizarem o discurso do combate à seca para desviar recursos públicos. Segundo ela, o Piauí possui reservas de água no subsolo que não são aproveitadas, e defendeu a reestatização da Agespisa.
Antônio Barros propôs medidas técnicas como perfuração de poços, construção de cisternas e reflorestamento. Ele também defendeu o fim das emendas parlamentares e maior fiscalização na aplicação dos recursos.
Trabalho, emprego e turismo
No tema trabalho e emprego, Maria Madalena Nunes defendeu a revogação da reforma trabalhista, o fim da escala 6×1 e da reforma previdenciária. Ela também criticou a distribuição de terras, que segundo ela beneficia grandes produtores em detrimento da agricultura familiar.
Antônio Barros defendeu a flexibilização das leis trabalhistas e a criação de uma cultura de profissionalização desde a educação dos jovens. Tiago Junqueira ressaltou sua experiência como gestor no setor privado.
Jorge Lopes propôs a reindustrialização do estado e criticou o êxodo de profissionais qualificados. Ele também defendeu a atualização da Lei de Incentivos Fiscais e a criação de um centro industrial na região do Grande Dirceu, em Teresina.
Sobre turismo, os candidatos destacaram o potencial do estado. Antônio Barros enfatizou o turismo religioso e propôs combate ao turismo sexual. Tiago Junqueira defendeu maior exploração do turismo de negócios na capital e investimentos nos cânions, litoral e Serra da Capivara.
Maria Madalena Nunes relacionou o desenvolvimento do setor à valorização da classe trabalhadora e melhoria das condições de trabalho. Antônio José Lira e Jorge Lopes apontaram a falta de políticas públicas, especialmente o problema hídrico, como obstáculo ao crescimento do turismo.
- Equipe de Flávio Bolsonaro estuda corte de R$ 300 bi em gastos se ele vencer eleição
- Flávio Bolsonaro promete proibir cassinos online e jogo do tigrinho
- Tarcísio lidera corrida ao governo de SP com 56,5% contra 33,4% de Haddad
- Campanha de Flávio planeja intensificar ataques a Lula antes do primeiro turno
Participe da conversa
Acesse sua conta Mancheck para comentar.
Entrar