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26 de setembro de 2026

Cinema

Filme brasileiro atrai 4 milhões de espectadores e vira fenômeno de grupos de amigas

'Minha Melhor Amiga', com Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, entra para o top 15 de maiores bilheterias nacionais em apenas três semanas de exibição

Por Thayce Mello
Filme brasileiro atrai 4 milhões de espectadores e vira fenômeno de grupos de amigas

O longa-metragem “Minha Melhor Amiga”, estrelado por Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, alcançou a marca de 4 milhões de espectadores em apenas três semanas desde a estreia, em 3 de setembro. Com esse resultado, a produção nacional já figura entre os 15 filmes brasileiros de maior público de todos os tempos.

Dirigido por Susana Garcia, irmã de Mônica Martelli, o filme se tornou um fenômeno não apenas pelos números, mas também pela forma como as pessoas têm ido aos cinemas: em grupos de amigos, especialmente mulheres de diferentes faixas etárias.

Nas redes sociais, a movimentação virou tendência. Um vídeo que mostra seis senhoras indo juntas a uma sessão em Fortaleza ultrapassou 4,4 milhões de visualizações. Comentários de internautas relatam grupos de sete, oito amigas reunidas para assistir à produção, além de sessões lotadas com diferentes formações de “panelinhas” ocupando as salas de cinema.

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Mônica Martelli acompanhou de perto o movimento. “São grupos e grupos de mulheres, mães e filhas, cinemas fechados para amigos, casais, ônibus fretados com turmas, indo assistir ao filme”, afirmou a atriz.

Para a diretora Susana Garcia, o resultado reflete a força da comédia para tratar de temas sérios. “Mulheres de todas as idades, adolescentes, ginecologistas, psicanalistas, todas falando sobre o filme e sobre a importância dos temas que ele traz”, disse.

Ingrid Guimarães vê no fenômeno um estímulo para que as mulheres valorizem suas amizades. “Acho que deu um sentido de urgência de celebração das amizades. As mulheres lembraram através do filme a importância da irmandade feminina”, declarou.

O enredo e os temas

A trama acompanha Júlia e Clara, duas amigas na casa dos 50 anos que decidem viajar para a Europa após se despedirem das filhas, que embarcam para um intercâmbio. O roteiro aborda questões como independência financeira feminina, vida amorosa depois dos 50, menopausa, libido, divórcio e maternidade.

As cenas foram inspiradas em situações reais vividas pelas próprias atrizes durante viagens a Portugal e Espanha. O filme também traz uma homenagem a Paulo Gustavo, que era um dos melhores amigos de Ingrid e Mônica. A morte do ator, em 2021, aproximou ainda mais as duas.

A narrativa mostra uma amizade com imperfeições: as personagens guardam segredos, magoam uma à outra e chegam a se afastar brevemente. Essa representação realista dos vínculos, incluindo os afastamentos naturais da vida adulta, parece ter contribuído para a identificação do público com a história.

O fenômeno sugere que a produção encontrou ressonância em um momento em que muitas pessoas reconhecem a dificuldade de manter amizades próximas diante da correria do dia a dia, transformando a ida ao cinema em uma oportunidade de reencontro.

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