Economia
Conab projeta a terceira safra recorde seguida: 366,6 milhões de toneladas em 2026/27.
Se a previsão se confirmar, será o terceiro ano consecutivo de produção recorde de grãos no Brasil. O milho puxa o crescimento; a soja cresce no menor ritmo em 20 anos.
O Brasil deve colher 366,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2026/27. A projeção é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e apareceu na 14ª edição do estudo “Perspectivas para a Agropecuária”, feito em parceria com o Banco do Brasil e divulgado na quarta-feira (16).
O número representa alta de 1,4% sobre a safra atual e, se confirmado, será o terceiro recorde seguido de produção no país.
A conta por cultura
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- Milho: 148 milhões de toneladas, somando as três safras — alta de 2,8%. É a cultura que mais puxa o crescimento.
- Soja: 181,6 milhões de toneladas, avanço de apenas 0,7%. É o menor aumento percentual dos últimos 20 anos.
- Arroz: 10,7 milhões de toneladas, queda de 2,9%, mesmo com área um pouco maior.
- Feijão: cerca de 2,9 milhões de toneladas, praticamente estável.
- Algodão em pluma: 4,2 milhões de toneladas, em 2 milhões de hectares.
Mais terra plantada
A área total deve chegar a 85,3 milhões de hectares. A soja ocupa 49,3 milhões, com alta de 1,4%. O maior salto está na primeira safra de milho, que cresce 10,7% em área, para 4,54 milhões de hectares. A segunda safra de milho sobe 3,7%, para 18,48 milhões. A produtividade média projetada é de 4,2 mil quilos por hectare.
O que explica o ritmo mais lento
A soja cresce pouco justamente porque já ocupa muito espaço: a expansão agora é mais contida do que nas duas décadas anteriores. No milho, boa parte do resultado ainda depende do clima durante o ciclo, principalmente na segunda safra.
Como está a safra atual
No levantamento divulgado no dia 15, a Conab elevou a estimativa da safra 2025/26 para 361,7 milhões de toneladas, 0,3% acima do cálculo de agosto e 2,6% maior que a anterior. A soja soma 180,4 milhões de toneladas (+5,2%) e o milho, 144 milhões (+2%). A revisão para cima veio do avanço da colheita do milho de segunda safra, com produtividade acima do esperado.
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