Política Internacional
Lula chama Trump de ‘imperador’ pela terceira vez e critica tarifaço dos EUA
Em entrevista à CNN, presidente brasileiro rejeitou imposição de vontade americana sobre outros países e defendeu negociação para evitar guerra tarifária
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a classificar Donald Trump como um “imperador” ao criticar a postura do chefe de Estado norte-americano em relação a outros países. A declaração foi feita durante entrevista concedida nesta segunda-feira (21) à jornalista Christiane Amanpour.
Segundo Lula, o modelo de governança baseado na lei do mais forte não é aceitável. Ele argumentou que Trump foi eleito para liderar os Estados Unidos, mas não tem legitimidade para impor sua vontade sobre outras nações.
“É um jeito de governar quando você diz que eu sou forte, eu sou maior, eu sou mais rico, eu posso tudo e o restante tem que obedecer. É a chamada lei do mais forte, eu não concordo com esse tipo de lei”, afirmou o presidente brasileiro.
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Lula também classificou as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos como medidas “baseadas em mentiras” e destacou que o Brasil mantém uma balança comercial equilibrada com os americanos.
O presidente brasileiro reforçou sua preferência pela via diplomática. Ele afirmou que não pretende entrar em uma guerra tarifária, mas que buscará acordos por meio de negociação — experiência que, segundo ele, adquiriu ao longo de sua trajetória no movimento sindical.
Caso as tratativas não avancem por falta de disposição americana, Lula indicou que o Brasil está preparado para adotar contramedidas. O presidente mencionou a Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, como instrumento disponível para responder às políticas comerciais dos Estados Unidos.
Críticas anteriores
Esta não é a primeira vez que Lula utiliza a expressão “imperador” para se referir a Trump. Em julho do ano passado, durante outra entrevista à CNN, o presidente brasileiro já havia alertado que o americano não foi eleito para governar o mundo.
Na ocasião, Lula defendeu que a negociação deveria preceder qualquer imposição tarifária, considerando os dois séculos de boas relações entre Brasil e Estados Unidos. Ele também criticou a ruptura de protocolos diplomáticos nas relações entre os dois chefes de Estado.
Mais recentemente, em junho deste ano, durante a cúpula do G7 na França, Lula repetiu a crítica ao afirmar que Trump continuava agindo como um “imperador” e que “fala muito e ouve pouco”.
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