Tecnologia
AMD atinge US$ 1 trilhão em valor de mercado impulsionada por chips de IA
Fabricante de semicondutores se torna a quarta empresa americana do setor a alcançar a marca, com ações subindo cerca de 185% no ano
A Advanced Micro Devices (AMD) ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado nesta segunda-feira, 21 de setembro. A companhia se junta a um grupo seleto de fabricantes de chips dos Estados Unidos que atingiram esse patamar.
As ações da AMD chegaram a subir aproximadamente 9,6% durante o pregão, atingindo o valor recorde de US$ 613,92. A valorização reflete a confiança dos investidores no papel crescente da empresa no mercado de computação voltada para inteligência artificial.
Com sede em Santa Clara, na Califórnia, a AMD é considerada a principal concorrente da Nvidia no segmento de unidades de processamento gráfico (GPUs). A empresa se tornou a quarta fabricante de chips americana a cruzar a barreira de US$ 1 trilhão, depois de Nvidia, Broadcom e Micron. A Nvidia alcançou essa marca em 2023 e atualmente é avaliada em mais de US$ 5 trilhões.
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Setor de semicondutores em alta
A valorização da AMD acompanhou um movimento positivo em todo o setor de semicondutores. A Intel registrou alta de cerca de 11,8%, enquanto a Qualcomm avançou 4,5%. O índice de semicondutores da Filadélfia (SOX) subiu 2,7%, atingindo a máxima em mais de um mês.
Analistas apontam que os investidores estão retomando as apostas em empresas de inteligência artificial, consideradas capazes de crescer mesmo em cenários de desaceleração econômica. O entusiasmo com fabricantes de chips havia esfriado nos últimos meses devido ao escrutínio sobre gastos com IA, preços elevados do petróleo relacionados ao conflito entre Estados Unidos e Irã, e expectativa de juros mais altos por período prolongado.
Estratégia além dos chips individuais
Para competir com a Nvidia, a AMD acelerou o lançamento de produtos voltados para IA e passou a oferecer sistemas completos, incluindo processadores, equipamentos de rede e hardware relacionado, em vez de comercializar apenas chips individuais.
A demanda crescente por unidades centrais de processamento (CPUs) utilizadas junto com GPUs em servidores tem ajudado a companhia a conquistar participação de mercado da Intel.
Resultados financeiros robustos
No segundo trimestre, a AMD registrou receita de US$ 11,54 bilhões, crescimento de 50% em relação aos US$ 7,69 bilhões do mesmo período do ano anterior. A divisão de data center apresentou vendas de US$ 6,7 bilhões, salto de 107% na mesma base de comparação.
Em agosto, a empresa projetou receita trimestral acima das estimativas de Wall Street, embora abaixo das expectativas mais otimistas dos investidores. A presidente-executiva Lisa Su afirmou que a companhia espera dobrar as vendas de data center em 2027 e projeta crescimento anual acima de 35% impulsionado pela demanda por chips de IA para data centers.
A AMD acumula cinco pregões consecutivos de alta, período em que as ações subiram cerca de 24%. No ano, o papel praticamente triplicou de valor, com avanço de aproximadamente 185% em 2026, superando amplamente os 15,8% do índice Nasdaq e figurando entre os melhores desempenhos do S&P 500.
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