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25 de setembro de 2026

Eleições 2026

Candidatos ao Senado do Piauí divergem sobre crime organizado em debate

Cinco postulantes ao cargo discutiram redução da maioridade penal, equiparação de facções a grupos terroristas, combate à seca, turismo e geração de empregos

Por Anna Luiza Bastos

Cinco candidatos ao Senado pelo Piauí participaram de debate nesta sexta-feira (25), em Teresina, onde apresentaram propostas e protagonizaram divergências sobre temas como crime organizado, combate à seca, trabalho e turismo.

Participaram do encontro Antônio José Lira (Avante), Jorge Lopes (PSDB), Tiago Junqueira (PL), Antônio Barros (Novo) e Maria Madalena Nunes (PSOL). Outros candidatos convidados não compareceram ou recusaram o convite.

Crime organizado divide candidatos

O debate sobre segurança pública revelou posições antagônicas. Antônio Barros defendeu a equiparação de facções criminosas a grupos terroristas para permitir a atuação do Exército no combate, além de se declarar favorável à redução da maioridade penal.

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Antônio José Lira apontou que o crime organizado no estado vai além do tráfico de drogas, incluindo domínio territorial, agiotagem e interferência na política eleitoral por meio da compra de votos. Segundo ele, o combate deve mirar os bens dos criminosos e impedir que comandem ações de dentro dos presídios.

Maria Madalena Nunes deslocou o foco para o que chamou de conexões entre empresários e políticos na lavagem de dinheiro. A candidata afirmou que empresas como casas de apostas e postos de combustíveis deveriam ser alvos de investigação, e não apenas comunidades de baixa renda.

Propostas para combater a seca

No bloco sobre seca, os candidatos concordaram que o problema é histórico no Piauí, mas apresentaram diagnósticos e soluções diferentes.

Antônio José Lira e Jorge Lopes defenderam a construção de novas barragens e adutoras, além da utilização efetiva das já existentes. Jorge Lopes criticou o fato de o tema ganhar destaque apenas em períodos eleitorais.

Tiago Junqueira atribuiu a persistência do problema à falta de vontade política de gestores e parlamentares que atuam há anos no estado. Ele também criticou a cobrança de impostos sobre placas solares.

Maria Madalena Nunes acusou grupos políticos de utilizarem o discurso do combate à seca para desviar recursos públicos. Segundo ela, o Piauí possui reservas de água no subsolo que não são aproveitadas, e defendeu a reestatização da Agespisa.

Antônio Barros propôs medidas técnicas como perfuração de poços, construção de cisternas e reflorestamento. Ele também defendeu o fim das emendas parlamentares e maior fiscalização na aplicação dos recursos.

Trabalho, emprego e turismo

No tema trabalho e emprego, Maria Madalena Nunes defendeu a revogação da reforma trabalhista, o fim da escala 6×1 e da reforma previdenciária. Ela também criticou a distribuição de terras, que segundo ela beneficia grandes produtores em detrimento da agricultura familiar.

Antônio Barros defendeu a flexibilização das leis trabalhistas e a criação de uma cultura de profissionalização desde a educação dos jovens. Tiago Junqueira ressaltou sua experiência como gestor no setor privado.

Jorge Lopes propôs a reindustrialização do estado e criticou o êxodo de profissionais qualificados. Ele também defendeu a atualização da Lei de Incentivos Fiscais e a criação de um centro industrial na região do Grande Dirceu, em Teresina.

Sobre turismo, os candidatos destacaram o potencial do estado. Antônio Barros enfatizou o turismo religioso e propôs combate ao turismo sexual. Tiago Junqueira defendeu maior exploração do turismo de negócios na capital e investimentos nos cânions, litoral e Serra da Capivara.

Maria Madalena Nunes relacionou o desenvolvimento do setor à valorização da classe trabalhadora e melhoria das condições de trabalho. Antônio José Lira e Jorge Lopes apontaram a falta de políticas públicas, especialmente o problema hídrico, como obstáculo ao crescimento do turismo.

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