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5 de outubro de 2026

Derrota

De Randolfe a Gleisi: aliados de Lula sofrem derrotas nas eleições de 2026

Nomes importantes ligados ao presidente ficaram sem mandato nas disputas pelo Senado e governos estaduais; lista inclui Randolfe Rodrigues, Gleisi Hoffmann, Benedita da Silva, Manuela d'Ávila, Marina Silva, Simone Tebet e Fernando Haddad

Por Antônio Miranda Atualizado às 07:34

As eleições deste domingo (4) terminaram com derrotas de diferentes nomes ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em disputas importantes pelo país.

Parte dos reveses ocorreu na corrida pelo Senado, que renovou dois terços de suas cadeiras em 2026. Lideranças históricas do PT, integrantes do governo e aliados de outros partidos não conseguiram conquistar os cargos que disputavam.

Entre os principais nomes derrotados estão Randolfe Rodrigues, Gleisi Hoffmann, Benedita da Silva, Manuela d’Ávila, Paulo Pimenta, Marina Silva, Simone Tebet, Carlos Fávaro e Fernando Haddad.

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Randolfe Rodrigues perde vaga no Amapá

Um dos aliados mais próximos de Lula no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT) não conseguiu renovar seu mandato de senador pelo Amapá.

Líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe ocupava uma cadeira no Senado desde 2011 e buscava permanecer por mais oito anos.

As duas vagas do estado ficaram com Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD).

A derrota significa que Randolfe deixará o Senado em 2027 depois de 16 anos consecutivos na Casa.

Gleisi Hoffmann fica fora do Senado pelo Paraná

Outra liderança importante do PT derrotada nas urnas foi Gleisi Hoffmann.

Ex-presidente nacional do partido e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi tentou retornar ao Senado pelo Paraná, onde já exerceu mandato.

As duas vagas paranaenses ficaram com Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).

Gleisi havia deixado o governo para disputar as eleições e era uma das principais apostas do PT para ampliar sua representação no Senado.

Benedita da Silva é derrotada no Rio

No Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) também ficou fora das duas vagas para o Senado.

A histórica liderança petista tentava retornar à Casa, onde já exerceu mandato na década de 1990.

Carlos Portinho (PL) foi reeleito, enquanto Carlos Jordy (PL) conquistou a segunda cadeira.

Benedita terminou atrás dos dois candidatos eleitos.

Manuela d’Ávila e Paulo Pimenta perdem no Rio Grande do Sul

O campo político aliado a Lula sofreu duas derrotas importantes na disputa pelo Senado no Rio Grande do Sul.

Manuela d’Ávila (PSOL) retornou às urnas em 2026 buscando uma das duas vagas, mas não conseguiu se eleger.

O mesmo ocorreu com Paulo Pimenta (PT), ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula.

As duas cadeiras ficaram com Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo).

Manuela terminou com 17,07% dos votos válidos, enquanto Pimenta recebeu 16,31%. Van Hattem e Sanderson ficaram próximos dos 30% cada.

Marina Silva e Simone Tebet são derrotadas em São Paulo

São Paulo também registrou duas derrotas de ex-integrantes do primeiro escalão do governo Lula.

Marina Silva (Rede), que comandou o Ministério do Meio Ambiente, e Simone Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento e Orçamento, disputaram vagas no Senado pelo estado, mas não conseguiram se eleger.

As duas deixaram o governo para disputar as eleições de 2026.

Haddad perde novamente disputa pelo governo de São Paulo

Fernando Haddad (PT) também terminou o primeiro turno derrotado.

Ex-ministro da Fazenda e um dos principais nomes nacionais do PT, Haddad concorreu novamente ao governo de São Paulo contra Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Tarcísio conquistou a reeleição já no primeiro turno, impedindo que a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes avançasse para uma segunda votação.

Haddad havia entrado na disputa com apoio direto de Lula.

Carlos Fávaro também fica fora do Senado

Outro ex-integrante do governo que não conseguiu se eleger foi Carlos Fávaro (PSD).

Ex-ministro da Agricultura e Pecuária, ele disputou uma cadeira no Senado por Mato Grosso, mas terminou fora das vagas disponíveis.

Com isso, a lista de ex-ministros e aliados do governo derrotados nas urnas aumentou em diferentes regiões do país.

Governo também conseguiu eleger aliados

Apesar das derrotas de nomes de destaque, aliados de Lula também conquistaram mandatos nas eleições.

Rui Costa (PT), ex-ministro da Casa Civil, foi eleito senador pela Bahia, enquanto André Fufuca (PP), que comandou o Ministério do Esporte, conquistou uma cadeira pelo Maranhão.

Outros ex-integrantes do governo foram eleitos para a Câmara dos Deputados.

O resultado, portanto, combinou vitórias e derrotas para a base governista, mas retirou da próxima legislatura ou impediu a chegada ao Senado de diversos nomes de projeção nacional ligados ao presidente Lula.

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