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28 de setembro de 2026

Eleições 2026

Maioria dos brasileiros descarta interferência estrangeira nas eleições de 2026

Levantamento mostra que 51% da população não vê possibilidade de influência externa no pleito; percentual de quem teme interferência caiu desde agosto

Por Anna Luiza Bastos
Maioria dos brasileiros descarta interferência estrangeira nas eleições de 2026
Maioria dos brasileiros descarta interferência estrangeira nas eleições de 2026

A maioria dos brasileiros não acredita que países estrangeiros possam interferir nas eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28). O levantamento mostra que 51% dos entrevistados descartam essa possibilidade, enquanto 41% consideram que existe risco de influência externa.

O resultado representa uma mudança em relação à pesquisa realizada em agosto. Naquele levantamento, 48% não viam possibilidade de interferência, enquanto 45% consideravam que países estrangeiros poderiam influenciar o processo eleitoral.

A percepção também variou de acordo com o posicionamento político declarado pelos entrevistados.

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Percepção muda entre grupos políticos

Entre os eleitores identificados como bolsonaristas, o percentual dos que consideravam possível uma interferência estrangeira caiu de 64% em agosto para 48% em setembro.

Na direita não bolsonarista, a parcela passou de 52% para 46% no mesmo período. Entre eleitores de esquerda não lulista, o índice recuou de 48% para 40%.

Entre os lulistas, por outro lado, a percepção permaneceu estável em 33%. O mesmo ocorreu entre os independentes, grupo no qual 41% continuam considerando possível a interferência de outros países.

Os resultados mostram diferenças de percepção entre os segmentos políticos pesquisados, sem que o levantamento estabeleça as razões para essas variações.

China e Estados Unidos também são avaliados

A Quaest também perguntou aos entrevistados sobre o receio de que China ou Estados Unidos passem a exercer influência sobre o Brasil após as eleições.

Em relação à China, 42% disseram ter muito medo dessa possibilidade, enquanto 17% afirmaram ter algum medo. Outros 39% disseram não ter nenhum medo.

As respostas sobre os Estados Unidos foram semelhantes: 39% demonstraram muito medo, 16% algum medo e 42% afirmaram não ter nenhum medo.

A pesquisa não mede uma interferência efetivamente ocorrida, mas a percepção dos entrevistados sobre a possibilidade de influência estrangeira no processo eleitoral e sobre o cenário posterior às eleições.

Pesquisa ouviu 2 mil pessoas

O levantamento foi realizado presencialmente entre os dias 24 e 27 de setembro, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06520/2026.

A mesma rodada da Quaest também apresentou cenários de intenção de voto para a Presidência. No primeiro turno, Lula aparece com 39% e Flávio Bolsonaro com 34%; em uma simulação de segundo turno entre os dois, ambos registram 42%. Esses números fazem parte de outra seção do levantamento.

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