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19 de setembro de 2026

Super El Niño ganha força e pode trazer chuva intensa em parte do Brasil e seca em outras regiões

Fenômeno deve provocar chuva intensa no Sul e aumentar o risco de seca no Norte e Nordeste nos próximos meses.

Por Anna Luiza Bastos Atualizado às 11:12

O fenômeno El Niño está se intensificando e deve atingir uma das maiores intensidades nos próximos meses. As projeções mais recentes indicam mais de 90% de probabilidade de o evento alcançar a categoria de muito forte durante a primavera de 2026, provocando impactos diferentes nas regiões brasileiras.

Enquanto o Sul do país deve enfrentar períodos de chuva acima da média e maior risco de temporais, áreas do Norte e do Nordeste podem registrar redução das precipitações, temperaturas elevadas e agravamento da estiagem. No Sudeste e no Centro-Oeste, os efeitos podem variar conforme a região, com possibilidade de calor acima da média e mudanças no padrão das chuvas.

Sul deve concentrar os maiores volumes de chuva

As previsões apontam que a Região Sul será uma das áreas mais afetadas pelo aumento das precipitações. O cenário pode favorecer a ocorrência de tempestades, enchentes e outros eventos extremos, especialmente no Rio Grande do Sul.

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A previsão oficial para setembro, outubro e novembro indica chuvas acima da média em áreas do Sul. O comportamento do fenômeno também já está relacionado a episódios recentes de chuva intensa no Paraná e em São Paulo.

Norte e Nordeste enfrentam risco de seca

Na direção oposta, o Norte e o Nordeste devem lidar com condições mais secas. O INPE aponta tendência de precipitações abaixo da média no centro-norte do país durante o trimestre de primavera.

Na Amazônia, a redução das chuvas pode contribuir para a queda dos níveis dos rios, além de aumentar o risco de queimadas e incêndios florestais. No Nordeste, algumas áreas também podem registrar déficit hídrico significativo.

Roraima já apresenta sinais desse cenário. Segundo dados citados pela CNN, a bacia do Rio Branco recebeu apenas cerca de 45% da chuva esperada durante julho e agosto, deixando os níveis do rio próximos das menores marcas históricas.

Fenômeno também pode elevar as temperaturas

Além das alterações no regime de chuvas, o El Niño está associado a temperaturas acima da média em diferentes regiões. No Centro-Oeste, por exemplo, o INMET prevê temperaturas até 1,5 °C acima da climatologia em áreas de Goiás e Mato Grosso durante setembro.

O aumento do calor também pode favorecer períodos de estiagem mais prolongados e elevar o risco de incêndios, principalmente em áreas que já enfrentam condições de baixa umidade.

O que é o El Niño?

O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica e interfere na distribuição de umidade e chuva em diferentes partes do planeta.

No Brasil, os efeitos tradicionalmente variam bastante entre as regiões. O Sul tende a receber mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. Entretanto, cada episódio apresenta características próprias, e a intensidade dos impactos pode variar.

De acordo com a NOAA, o El Niño continua se fortalecendo. A agência americana aponta mais de 90% de probabilidade de um episódio muito forte durante o outono e o inverno do Hemisfério Norte de 2026–2027, com temperaturas da superfície do Pacífico já apresentando anomalias superiores a 3 °C em algumas áreas.

O fenômeno deve continuar sendo monitorado nos próximos meses. As previsões podem ser atualizadas conforme novas informações sobre as temperaturas do oceano e as condições atmosféricas forem disponibilizadas.

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