Brasil
Operação mira esquema de R$ 100 mi que desviava armas para facções
Grupo usava registro de CAC com documentos falsos para comprar armamento e repassar ao Comando Vermelho e Bonde do Maluco em vários estados
Uma operação policial deflagrada nesta segunda-feira (28) tem como alvo uma organização criminosa que movimentou mais de R$ 100 milhões com a venda ilegal de armas para facções. O grupo utilizava documentos fraudulentos para obter registros de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e, em seguida, desviava os armamentos adquiridos legalmente para o mercado clandestino.
A Operação Mercador, realizada em parceria entre as polícias civis do Rio de Janeiro e da Bahia, cumpre mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em quatro estados brasileiros. As ações ocorrem em Salvador e Lauro de Freitas (BA), no Rio de Janeiro e Niterói (RJ), em Fortaleza e Icapuí (CE), além de Santa Maria (RS).
De acordo com a investigação, os integrantes da rede criminosa conseguiam obter o Certificado de Registro de CAC usando documentação falsificada. Com o registro em mãos, compravam fuzis, carabinas e pistolas de diversos calibres, que eram posteriormente comercializados de forma ilegal.
Continua depois da publicidade
Parte do armamento foi localizada com integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Bonde do Maluco (BDM) em diferentes regiões do país. A estrutura contava com divisão de tarefas entre os envolvidos, que atuavam na aquisição, circulação e venda clandestina das armas.
As autoridades identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas. Empresas ligadas aos investigados apresentavam características incompatíveis com as atividades econômicas declaradas, além de alterações societárias suspeitas. Relatórios financeiros analisados apontaram movimentações superiores a R$ 100 milhões.
Um dos principais alvos da operação reside em um condomínio na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, ele atuava como articulador da organização, comandando e coordenando a estrutura responsável pelo comércio ilegal de armamentos.
A operação é conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio de outros departamentos especializados das polícias civis do Rio e da Bahia.
Participe da conversa
Acesse sua conta Mancheck para comentar.
Entrar