Operação Compliance Zero
Daniel Vorcaro presta novo depoimento à PF sobre suposta organização criminosa
Banqueiro do Master será ouvido por videoconferência nesta quarta-feira em investigação que aponta grupo com quatro núcleos distintos
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestará novo depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira (30/9). A oitiva está marcada para as 14h e será realizada por videoconferência.
O agendamento foi mantido mesmo após a defesa pedir adiamento. O depoimento integra as investigações sobre uma suposta organização criminosa, dividida em quatro núcleos e conhecida como “A Turma”.
Segundo a PF, o grupo tinha papéis definidos sob a coordenação de Vorcaro. Na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em março deste ano, os investigadores apontaram o banqueiro como articulador das ações financeiras e responsável pelas estratégias da organização, que atuaria em fraudes financeiras, corrupção, ocultação de patrimônio, intimidação e obstrução de justiça.
Continua depois da publicidade
Vorcaro foi preso pela segunda vez nessa fase da operação. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), justificou a prisão preventiva citando “risco concreto de interferência nas investigações”.
Defesa contesta acusações
No último dia 18, a defesa pediu a revogação ou a substituição da prisão preventiva. Os advogados afirmam que o banqueiro tem tentado cooperar com as investigações, mas que teve poucas oportunidades de se manifestar verbalmente.
A defesa considera as alegações impertinentes para justificar a prisão. Segundo os advogados, os episódios investigados ocorreram entre abril de 2024 e julho de 2025, antes do início da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025.
Para a defesa, os fatos não têm relação com as atividades do Banco Master nem de seu gestor. Os episódios estariam ligados a situações isoladas da vida privada de Vorcaro, em que ele teria sido vítima de extorsões e de ameaças de exposição da intimidade por ex-funcionários particulares.
No pedido enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, a defesa argumenta que não se trata de atos para atrapalhar uma investigação que sequer existia na época. O documento também diz que os episódios teriam sido praticados por terceiros e que, após quase 12 meses sob medidas cautelares, não há notícia de novo episódio semelhante.
O pedido ainda aguarda análise.
Participe da conversa
Acesse sua conta Mancheck para comentar.
Entrar