Economia
Mercado eleva inflação projetada para 2026 após três semanas de queda
Boletim Focus aponta IPCA de 4,92% neste ano, acima do teto da meta; expectativas para PIB e Selic foram reduzidas, enquanto dólar permaneceu estável
O mercado financeiro voltou a elevar a projeção de inflação para 2026 depois de três semanas consecutivas de redução nas estimativas. A mediana das expectativas para o IPCA passou de 4,90% para 4,92%, mantendo-se acima do teto da meta oficial, de 4,5%. Os dados constam no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (21).
O índice projetado supera o centro da meta de inflação, estabelecido em 3% pelo Conselho Monetário Nacional, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que a meta será cumprida apenas se a inflação ficar entre 1,5% e 4,5%.
Apesar da alta registrada nesta semana, a projeção atual ainda é inferior ao patamar de quatro semanas atrás, quando estava em 5,02%. Em agosto deste ano, os preços recuaram 0,32%, levando a inflação acumulada em 12 meses a 4,22%. No ano de 2025, o IPCA acumulou alta de 4,26%.
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PIB e Selic em queda
Paralelamente, o mercado reduziu a expectativa de crescimento econômico para 2026. A projeção para o Produto Interno Bruto caiu de 1,89% para 1,88%. Há um mês, a estimativa estava em 1,95%. Para 2027, a previsão também recuou, passando de 1,45% para 1,43%.
A taxa Selic projetada para o fim de 2026 também teve redução, saindo de 13,75% para 13,50% ao ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetária, a taxa básica de juros foi reduzida de 14% para 13,75%. Para 2027, a projeção permaneceu em 12% ao ano.
A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação, servindo de referência para as demais taxas praticadas na economia brasileira.
Câmbio estável
A estimativa para o dólar não registrou alteração, permanecendo em R$ 5,20 para 2026. Para 2027, a projeção também se manteve estável em R$ 5,28.
Inflação mensal e outros indicadores
Para os próximos meses, as projeções mostram inflação de 0,52% em setembro, 0,33% em outubro e 0,34% em novembro. A expectativa para a inflação acumulada em 12 meses, no cálculo suavizado, passou de 4,65% para 4,62%.
O IGP-M projetado para 2026 subiu de 4,54% para 4,73%, enquanto a expectativa para preços administrados permaneceu em 4,61%. Nas contas externas, a projeção para o déficit em conta corrente continua em US$ 60 bilhões, e a estimativa para a balança comercial passou de US$ 76,95 bilhões para US$ 77 bilhões.
O Boletim Focus reúne semanalmente as projeções de instituições do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira, mostrando como as expectativas evoluem ao longo do tempo.
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