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23 de setembro de 2026

Relações Internacionais

Argentina convoca embaixador britânico contra exploração de petróleo nas Malvinas

Governo Milei protestou contra renovação de licenças para produção de hidrocarbonetos no arquipélago controlado pelo Reino Unido

Por Antônio Miranda
Argentina convoca embaixador britânico contra exploração de petróleo nas Malvinas
Argentina convoca embaixador britânico contra exploração de petróleo nas Malvinas

O governo argentino convocou nesta terça-feira (22) o embaixador do Reino Unido em Buenos Aires, David Cairns, para manifestar protesto formal contra a renovação de licenças para exploração de petróleo nas Ilhas Malvinas.

A convocação ocorreu em resposta ao anúncio feito pelas autoridades do arquipélago, administrado por Londres, sobre a prorrogação das licenças de produção de hidrocarbonetos em águas profundas da região.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o Ministério das Relações Exteriores argentino expressou “veemente rejeição” ao anúncio e classificou as autoridades das Malvinas como “ilegítimas”.

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O governo do presidente Javier Milei também rejeitou especificamente a aprovação para que a empresa Navitas Petroleum Atlantic Limited adquira participações na licença identificada como PL001.

Segundo Buenos Aires, a exploração e o aproveitamento unilaterais de recursos naturais na plataforma continental argentina contrariam o direito internacional e violam a soberania nacional do país.

O posicionamento argentino enfatiza que qualquer medida tomada sem autorização expressa das autoridades argentinas representa “um ato ilícito” tanto pela legislação nacional quanto pela internacional.

A Argentina afirma não reconhecer competência ou jurisdição de nenhuma outra autoridade que não seja a própria para regular atividades relacionadas a hidrocarbonetos na sua plataforma continental, incluindo concessões, investimentos e licenças.

O ministério, comandado por Pablo Quirno, garantiu que utilizará “todas as ferramentas diplomáticas, administrativas, econômicas, judiciais e legais” disponíveis para defender seus direitos e responsabilizar quem planejar explorar o que considera seus recursos naturais de forma ilegal.

As autoridades das Malvinas haviam anunciado a extensão de cinco anos para todas as licenças vigentes de atividades petrolíferas offshore, com possibilidade de prorrogação adicional de dois anos.

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