Ministério Público
Conselho do MPF analisará menções a Gonet em celular de ex-banqueiro em setembro
Sessão extraordinária está marcada para o dia 25 de setembro e avaliará se há indícios de crimes praticados pelo Procurador-Geral da República
O Conselho Superior do Ministério Público Federal agendou para 25 de setembro uma sessão extraordinária que analisará as menções ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, encontradas em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.
A revelação dessas comunicações gerou desconforto entre integrantes do órgão, segundo relatos colhidos pelo analista de política Teo Cury. Membros do Conselho teriam demonstrado surpresa e incômodo com o conteúdo das mensagens, conforme declarou Cury em programa transmitido nesta segunda-feira.
Como funcionará a análise
O Conselho Superior, órgão máximo de deliberação do MPF, é composto por dez subprocuradores e presidido pelo próprio Gonet. A vice-presidência cabe a Nicolau Dino, irmão do ministro Flávio Dino.
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O subprocurador Francisco de Assis Sanseverino atuará como relator do procedimento. Os demais membros do colegiado examinarão se existem elementos que indiquem possíveis crimes cometidos pelo Procurador-Geral.
Caso identifiquem indícios suficientes, um dos 73 subprocuradores da PGR será designado para representar o caso no Supremo Tribunal Federal. Se não houver elementos concretos, o procedimento será arquivado.
Indefinições sobre o rito
Ainda há dúvidas sobre os procedimentos que serão adotados na sessão. Não está claro se será discutido eventual afastamento de Gonet ou se haverá análise sobre questões de parcialidade e imparcialidade, segundo informações repassadas ao analista por subprocuradores.
A gestão de Gonet conta com dois votos no Conselho: o do próprio PGR e o do vice-procurador da República, Hindenburgo Chateaubriand.
Defesa aposta em minimização
O círculo próximo ao Procurador-Geral demonstra confiança na resolução favorável do caso. Três pessoas ligadas a Gonet consultadas pelo analista minimizaram a importância das mensagens e de ligações telefônicas, afirmando não haver crime cometido.
A defesa deve explorar manifestação do ministro André Mendonça durante sessão do STF na terça-feira anterior, quando ele sinalizou haver possíveis excessos nas apurações e divulgações relacionadas a Gonet. Essa fala foi interpretada como um indicativo positivo pelo grupo próximo ao PGR.
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