Supremo Tribunal Federal
Voo de Moraes em jato ligado a Vorcaro pode ter custado R$ 350 mil
Ministro do STF e sua esposa utilizaram aeronave Legacy 650 de empresa que tinha ex-banqueiro como sócio; escritório diz que contratou serviço de táxi aéreo
Um voo entre São Paulo e Rio de Janeiro realizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, pode ter custado cerca de R$ 350 mil. O casal utilizou um jato Legacy 650 pertencente à Prime You, empresa de compartilhamento de bens de luxo que tinha como sócio o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Um vídeo divulgado no domingo (20) mostra o ministro e a esposa desembarcando da aeronave no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
O valor estimado foi apurado em plataforma de cotações de táxi aéreo. No site da Flapper, o trecho São Paulo-Rio de Janeiro em aeronave Legacy 650 é oferecido por US$ 68,580 mil, o que corresponde a aproximadamente R$ 350,4 mil na cotação atual. O anúncio apresenta imagens idênticas às utilizadas pela Prime You na divulgação do jato, descrito como o mais luxuoso da empresa.
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Histórico de negativas
No fim de março, o gabinete do ministro havia divulgado nota negando que Moraes tivesse utilizado aeronaves de empresas ligadas a Vorcaro. O posicionamento foi uma resposta a reportagem que apontava ao menos oito voos do ministro em aviões relacionados ao ex-banqueiro.
Na ocasião, o gabinete afirmou que as alegações eram “absolutamente falsas” e que o ministro “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”.
Versão do escritório
Em nota sobre o voo no Legacy 650, o escritório Barci de Moraes afirmou que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, entre elas a Prime Aviation (nome anterior da Prime You).
Segundo o escritório, em nenhum dos voos realizados nas aeronaves da Prime Aviation esteve presente Daniel Vorcaro ou qualquer pessoa alheia ao escritório. O texto destaca que, em determinados voos, Viviane Barci de Moraes foi acompanhada pelo marido, o ministro Alexandre de Moraes.
O escritório afirma ainda que a contratação dos serviços segue critérios operacionais e não envolve vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos. A escolha das aeronaves utilizadas, segundo a nota, cabe às próprias empresas de aviação civil contratadas.
O escritório informou também que não possui contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation e não adquiriu cotas da empresa.
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