Conflito no Oriente Médio
França enviará tropas e equipamentos para Arábia Saudita após ataques Houthis
Macron anunciou o envio de soldados, radares e sistemas de defesa aérea para proteger porto estratégico atacado por rebeldes do Iêmen
O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quinta-feira (24/9) que enviará militares, radares e sistemas de defesa aérea para a Arábia Saudita. O objetivo é proteger o país contra investidas do grupo rebelde Houthis, que controla áreas do Iêmen.
Durante entrevista no Palácio do Eliseu, o mandatário francês explicou que a prioridade é a proteção do porto de Yanbu, instalação estratégica localizada no leste saudita e conectada ao oleoduto Leste-Oeste.
“Enviaremos recursos militares — soldados, radares e sistemas de defesa aérea — para proteger este local”, afirmou Macron. “Não queremos nos envolver em nenhum conflito, mas queremos proteger este local”.
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O porto de Yanbu tornou-se essencial para as exportações petrolíferas sauditas desde que o Estreito de Ormuz foi bloqueado pelo Irã após o início da guerra com os Estados Unidos. A instalação permite o escoamento de petróleo pelo Mar Vermelho.
Ataques paralisam exportações
Nos últimos dias, tanto o porto quanto o oleoduto foram atingidos por ataques dos Houthis, forçando a paralisação das atividades e reduzindo significativamente o fluxo de petróleo da região.
As hostilidades recentes começaram em julho deste ano, quando os rebeldes acusaram a Arábia Saudita de ter atacado o Aeroporto Internacional de Sanaa, na capital iemenita sob seu controle. Em resposta, o grupo impôs bloqueio marítimo a embarcações sauditas no Estreito de Bab el-Mandeb e iniciou ofensivas contra território saudita.
Cessar-fogo não respeitado
Apesar de Houthis e Arábia Saudita terem concordado com um cessar-fogo em 2022, mediado pela Organização das Nações Unidas (ONU), a trégua nunca foi completamente respeitada por nenhuma das partes.
Os sauditas retomaram bombardeios contra posições rebeldes no Iêmen por meio da coalizão militar criada em 2015 para defender o governo iemenita internacionalmente reconhecido. Em vez de recuar, os Houthis expandiram seu controle territorial e atualmente dominam quase toda a região costeira do país, incluindo a rota estratégica que liga o Iêmen ao Mar Vermelho.
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