Segurança Digital
Roubo de US$ 350 mi na Bitget reacende debate sobre segurança em criptomoedas
Corretora de criptoativos foi alvo de invasão na sexta-feira; apenas em 2024, hackers roubaram US$ 2,9 bilhões em quase 150 ataques diferentes ao redor do mundo
A corretora de criptomoedas Bitget informou na sexta-feira (25) que teve criptoativos no valor aproximado de US$ 350 milhões roubados da plataforma. O caso é o mais recente em uma série de ataques que já movimentaram bilhões de dólares no mercado de moedas digitais.
Somente em 2024, invasores conseguiram roubar US$ 2,9 bilhões em criptomoedas, distribuídos em quase 150 ataques diferentes, de acordo com dados da empresa de pesquisa TRM Labs.
O uso de criptomoedas por grupos do crime organizado tem preocupado autoridades. Em julho do ano passado, alertas oficiais apontaram que essas organizações utilizam os ativos digitais para transferir fundos rapidamente entre países, sem passar pelo sistema financeiro convencional.
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Os maiores roubos da história
O maior ataque já registrado aconteceu em fevereiro deste ano, quando hackers roubaram US$ 1,5 bilhão em ether da corretora Bybit. A polícia federal dos Estados Unidos atribuiu a responsabilidade à Coreia do Norte e informou que os fundos foram rapidamente convertidos em outras criptomoedas e dispersos por milhares de endereços em diversas blockchains. O governo norte-coreano negou envolvimento em roubos de criptomoedas.
Em agosto de 2021, a Poly Network, plataforma que facilita transações de tokens entre usuários, teve cerca de US$ 610 milhões roubados. Nesse caso, os hackers posteriormente devolveram quase todos os recursos subtraídos.
Outro ataque de grande repercussão ocorreu em março de 2022, quando invasores roubaram criptomoedas avaliadas em cerca de US$ 540 milhões de um projeto de blockchain vinculado ao jogo online Axie Infinity. A Ronin, rede que permite transferências de criptoativos entre diferentes blockchains, reportou o roubo de aproximadamente 173.600 tokens de ether e 25,5 milhões de tokens de USD Coin.
Em janeiro de 2018, a corretora Coincheck, sediada em Tóquio, perdeu cerca de US$ 530 milhões em criptomoedas. Os invasores atacaram uma das carteiras digitais armazenadas online da empresa para drenar os fundos. A agência de inteligência da Coreia do Sul apontou na época que um grupo de hackers norte-coreano poderia estar envolvido.
Um dos primeiros grandes ataques aconteceu entre 2011 e 2014, quando bitcoins no valor de quase US$ 500 milhões foram roubados da Mt.Gox, então a maior corretora do mundo, localizada em Tóquio. A plataforma, que chegou a movimentar 80% do comércio mundial de bitcoins, entrou com pedido de recuperação judicial no início de 2014 após a revelação do ataque, deixando cerca de 24 mil clientes sem acesso aos seus recursos.
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