Eleições 2025
Campanha de Flávio pede ao TSE que proíba uso eleitoral de discurso de Lula na ONU
Representação cita precedente de 2022, quando Bolsonaro foi impedido de usar imagens da Assembleia Geral. Pedido inclui multa de R$ 50 mil por descumprimento
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou na madrugada desta quarta-feira (23) uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja proibido de utilizar imagens ou trechos do discurso feito na Assembleia Geral da ONU em propaganda eleitoral.
O pedido, assinado pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, alega que o pronunciamento na organização internacional teria sido desvirtuado e transformado em palanque político. A defesa do senador candidato à Presidência sustenta que Lula inseriu no discurso temas já explorados em sua campanha eleitoral, como o fim da escala 6×1, regulamentação das bets, defesa do Pix, soberania nacional e terras raras.
A equipe jurídica argumenta ainda que o presidente fez referência direta às eleições de 4 de outubro. No encerramento do pronunciamento, Lula afirmou que os brasileiros escolherão entre democracia e negacionismo, e entre avançar para um futuro com mais oportunidades ou regressar a um passado de exclusão.
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Outro trecho apontado como autopromoção é aquele em que o presidente se apresenta como operário eleito três vezes, que lutou contra a ditadura e retirou o Brasil do Mapa da Fome.
A representação invoca como precedente uma decisão do próprio TSE nas eleições de 2022, quando a Corte proibiu Jair Bolsonaro, então candidato à reeleição, de utilizar imagens de seu discurso na Assembleia Geral da ONU em propaganda eleitoral.
O documento sustenta que o uso da estrutura estatal e da visibilidade do evento oficial para produzir conteúdo eleitoral exige atuação isonômica da Justiça Eleitoral. A defesa alega ainda que há risco de que os trechos sejam posteriormente transformados em cortes e materiais de propaganda.
Em caráter liminar, a campanha pede que Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin sejam impedidos de utilizar, em qualquer meio de propaganda, imagens do pronunciamento e de atos relacionados à viagem a Nova York. O pedido solicita ainda que eventuais materiais já produzidos sejam substituídos, com multa de R$ 50 mil por peça ou postagem em caso de descumprimento.
A 81ª Assembleia Geral da ONU teve início na terça-feira (22), reunindo líderes de diversos países para discutir temas de interesse internacional. O presidente brasileiro abriu a série de discursos dos chefes de Estado.
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