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25 de setembro de 2026

Casas de apostas

Presidente do Flamengo estima perda de até R$ 3 bi com fim das bets no futebol

Eduardo Baptista alerta que proibição das casas de apostas pode gerar prejuízos bilionários ao esporte brasileiro e afetar toda a cadeia econômica do futebol

Por Daniel Caixeta
Presidente do Flamengo estima perda de até R$ 3 bi com fim das bets no futebol

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, alertou para os possíveis impactos de uma eventual proibição das casas de apostas esportivas sobre o futebol brasileiro. As declarações foram dadas em meio ao debate sobre possíveis restrições do governo federal ao funcionamento das bets no país.

O dirigente argumentou que uma mudança abrupta nas regras poderia prejudicar os orçamentos de clubes e empresas, além de comprometer contratos de patrocínio já firmados e dificultar a atração de novos investimentos para o esporte.

A posição do presidente do Flamengo foi acompanhada por uma nota oficial divulgada pelo clube. No documento, o time carioca defendeu a manutenção do mercado regulado e classificou a questão como um tema de segurança jurídica que pode afetar diretamente o esporte nacional.

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Impacto em toda a cadeia esportiva

A nota do Flamengo ressalta que os efeitos de uma eventual interrupção do mercado regulado poderiam ultrapassar os clubes de maior receita e atingir uma cadeia econômica formada por futebol profissional, categorias de base, futebol feminino, esportes olímpicos, empresas de comunicação, marketing, tecnologia, arenas, fornecedores e prestadores de serviços.

O clube também argumenta que uma redução do mercado legalizado poderia afetar a arrecadação pública proveniente de impostos e das destinações previstas na legislação para o setor.

Argumento da segurança jurídica

No comunicado, o Flamengo sustenta que o Brasil passou anos discutindo a regulamentação das apostas esportivas até que o Congresso aprovou a legislação e o governo estabeleceu regras para o funcionamento do mercado.

Segundo o clube, empresas que passaram a operar legalmente fizeram investimentos, assumiram compromissos comerciais e passaram a cumprir normas de fiscalização, tributação e proteção ao consumidor.

O Flamengo defende que as regras podem ser aperfeiçoadas e até se tornar mais rigorosas quando necessário, mas argumenta que uma interrupção abrupta do mercado regulado poderia gerar insegurança jurídica e impactos sobre contratos e investimentos já realizados.

Mercado ilegal pode crescer, alerta clube

Outro argumento apresentado pelo Flamengo é que a proibição das empresas legalizadas não necessariamente eliminaria as apostas, podendo favorecer o mercado clandestino.

O clube cita dados de uma pesquisa do Instituto Locomotiva, realizada em maio de 2026 com 2.291 apostadores, além de uma análise da LCA Consultores que estima que entre 38% e 44% do valor apostado online no Brasil tenha ocorrido em plataformas clandestinas no primeiro semestre de 2026.

Segundo o estudo, essa estimativa estava entre 41% e 51% em 2025. Os números indicam uma redução da participação estimada do mercado ilegal após a regulamentação, embora se trate de uma estimativa e não de uma medição direta de todas as apostas realizadas no país.

O posicionamento do Flamengo ocorre em meio ao debate sobre o funcionamento das casas de apostas no Brasil e sobre possíveis mudanças nas regras do setor, incluindo discussões relacionadas à fiscalização, tributação, proteção dos consumidores e combate às plataformas ilegais.

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