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28 de setembro de 2026

Eleições 2026

Tebet critica decisão do STF que censurou posts sobre Nossa Senhora Aparecida

Candidata ao Senado por São Paulo defendeu a liberdade de expressão religiosa após polêmica envolvendo fake news sobre a padroeira do Brasil na campanha de 2026

Por Ana Beatriz Ramos
Tebet critica decisão do STF que censurou posts sobre Nossa Senhora Aparecida
Tebet critica decisão do STF que censurou posts sobre Nossa Senhora Aparecida

A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) criticou neste domingo (27) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça que determinou a remoção de posts relacionados a Nossa Senhora Aparecida durante a campanha eleitoral. A declaração foi dada durante ato em frente à Catedral da Sé, voltado ao eleitorado feminino.

Segundo Tebet, a decisão judicial representou uma censura à liberdade de expressão de católicos devotos da padroeira do Brasil. Ela destacou que a medida chegou a vetar publicações do próprio Santuário de Nossa Senhora Aparecida.

“Nós precisamos defender a fé. Não a minha, não a sua, não a nossa, mas a de todos os cristãos e não cristãos de matriz afro”, afirmou a candidata, defendendo a diversidade religiosa no país.

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A controvérsia começou após a circulação de conteúdos nas redes sociais que associavam o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta proposta de retirar o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. O senador desmentiu a informação, classificando-a como fake news.

Mendonça havia determinado que plataformas como X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube removessem publicações identificadas pela campanha de Flávio, incluindo novos conteúdos com o mesmo núcleo factual, sem necessidade de novas decisões judiciais para cada caso.

No domingo, o ministro Flávio Dino, também do STF, derrubou a decisão de Mendonça e determinou o restabelecimento de posts que haviam sido removidos, incluindo uma publicação do humorista Antonio Tabet. Para Dino, não havia certeza suficiente sobre ilegalidade que justificasse restrição tão ampla à liberdade de expressão.

Os conteúdos questionados utilizavam uma declaração de Flávio Bolsonaro feita em agosto, quando afirmou que “quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. A fala foi interpretada fora de contexto para sugerir que o candidato planejaria remover Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país.

O evento na Catedral da Sé aconteceu após uma missa em homenagem à jornalista e ativista Amelinha Teles, morta na terça-feira (22) aos 81 anos. Durante o ato, o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu Tebet e Marina Silva (Rede) de ataques relacionados ao fato de não serem naturais de São Paulo.

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