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28 de setembro de 2026

Tecnologia

China quer baterias de estado sólido em larga escala até 2030

Governo chinês divulga plano com metas para novas tecnologias de baterias, incluindo modelos com até 15 mil ciclos de vida útil e aplicações em aviação, robótica e data centers

Por Anna Luiza Bastos
China quer baterias de estado sólido em larga escala até 2030

A China estabeleceu novas metas para o desenvolvimento da indústria de baterias até 2030. Em um plano divulgado nesta segunda-feira (28), sete órgãos do governo chinês definiram como objetivo que as baterias totalmente de estado sólido tenham aplicação inicial em escala até o fim da década.

O documento, elaborado para o período do 15º Plano Quinquenal, de 2026 a 2030, também estabelece que baterias de lítio de longa duração alcancem 15 mil ciclos de carga e descarga. A estratégia prevê ainda avanços em materiais para eletrodos, eletrólitos e componentes utilizados na fabricação dos equipamentos.

O plano é considerado o primeiro planejamento nacional específico da China para o setor de baterias e estabelece 19 tarefas prioritárias distribuídas em cinco áreas, que incluem inovação tecnológica, modernização industrial, estruturação da cadeia produtiva e ampliação das aplicações.

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Estado sólido é uma das prioridades

As baterias de estado sólido estão entre os principais focos tecnológicos do planejamento. Diferentemente das baterias convencionais de íons de lítio, que utilizam eletrólitos líquidos, a tecnologia emprega um eletrólito sólido.

A estratégia chinesa prevê acelerar a solução de desafios relacionados à condutividade iônica, estabilidade dos ciclos, contato entre os materiais e custos de produção. O governo também pretende avançar no uso de cátodos de alta tensão e capacidade combinados a ânodos de lítio metálico e outras arquiteturas.

Além da tecnologia de estado sólido, o plano inclui o desenvolvimento de baterias de sódio e de fluxo, mantendo as baterias de lítio como eixo principal da cadeia produtiva.

Baterias para além dos carros elétricos

A estratégia chinesa prevê ampliar o uso das baterias para diferentes setores da economia. Entre as áreas citadas estão automóveis, embarcações, aviação, robôs inteligentes, máquinas de engenharia e equipamentos agrícolas.

O armazenamento de energia também aparece como uma das prioridades. As baterias deverão ser utilizadas em diferentes pontos do sistema elétrico, incluindo geração e rede de distribuição, além de parques industriais e data centers.

O planejamento também contempla equipamentos eletrônicos e tecnologias de menor escala, com desenvolvimento de baterias leves, flexíveis e de formatos específicos para dispositivos inteligentes e outras aplicações emergentes.

Reciclagem entra no planejamento

A China também pretende fortalecer a gestão das baterias ao longo de todo o ciclo de vida dos produtos.

O plano prevê sistemas de rastreabilidade e mecanismos para ampliar a coleta, reutilização e reciclagem de baterias usadas. As empresas deverão participar da criação desses sistemas de acordo com o volume de produtos colocado no mercado, podendo estruturar as operações diretamente ou por meio de terceiros.

A estratégia também prevê o desenvolvimento de tecnologias de desmontagem automatizada, recuperação de materiais e reciclagem direta, além da criação de mecanismos de identificação digital para baterias de veículos elétricos.

Com o conjunto de medidas, Pequim pretende ampliar a capacidade tecnológica e produtiva do setor até 2030, ao mesmo tempo em que busca integrar as baterias a novas formas de transporte, armazenamento de energia e equipamentos eletrônicos.

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