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28 de setembro de 2026

Apostas online

Mais de 500 bets ilegais surgem após proibição do governo federal

Levantamento registra 543 novas casas de apostas criadas entre sexta-feira e segunda-feira. Entidades do setor pedem ao STF suspensão da medida provisória.

Por Antônio Miranda Atualizado às 20:52
Mais de 500 bets ilegais surgem após proibição do governo federal
Mais de 500 bets ilegais surgem após proibição do governo federal

Centenas de casas de apostas ilegais foram criadas logo após o governo federal anunciar a proibição das bets na última sexta-feira (25). Um levantamento da plataforma Bet Legal identificou 543 novas casas de apostas lançadas entre as 18h de sexta e a tarde de segunda-feira (28).

O monitoramento mostra que apenas uma hora depois da publicação da Medida Provisória que proíbe as apostas esportivas e cassinos online, já haviam sido registradas 41 novas plataformas. O pico ocorreu no sábado (26), com 292 aberturas.

Prazo para devolução de valores

As casas de apostas autorizadas pelo governo têm até a próxima segunda-feira (5) para devolver o dinheiro dos apostadores que ainda mantinham recursos nas plataformas na sexta-feira (25), último dia em que as apostas eram permitidas.

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, esclareceu que a partir da publicação da medida provisória, as contas onde as plataformas recebem os depósitos dos apostadores não podem mais aceitar novos aportes.

Bloqueios enviados à Anatel

Entre 1º de janeiro e 22 de setembro de 2026, a Secretaria de Prêmios e Apostas encaminhou 57.691 endereços — entre domínios e URLs — para bloqueio pela Anatel. O número se refere a endereços eletrônicos, não necessariamente a empresas diferentes, já que uma mesma plataforma pode operar vários domínios, incluindo versões alternativas.

Setor recorre ao STF

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) protocolaram nesta segunda-feira (28), no Supremo Tribunal Federal, um pedido para suspender os efeitos da medida provisória.

As entidades argumentam que a MP foi publicada sem demonstração de urgência e destacam que o próprio governo federal havia enviado ao Congresso o projeto de lei que resultou no marco regulatório do setor em 2023, ressaltando à época os benefícios econômicos da legalização.

As associações solicitam que o STF suspenda integralmente a MP até a deliberação definitiva pelo Congresso ou até o julgamento de ações em curso na Corte.

Em manifesto, as entidades afirmaram que a proibição total das apostas de quota fixa representaria uma ruptura do marco regulatório construído pelo próprio Estado brasileiro e colocaria em risco uma atividade econômica que, desde janeiro de 2025, opera sob autorização e fiscalização do governo federal.

O texto destaca ainda que 31 milhões de pessoas usam plataformas legalizadas e que esse mercado possui mecanismos como verificação de idade e CPF, autoexclusão, políticas de saúde mental e restrições para beneficiários de programas sociais.

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